VLT
e Arena Pantanal estão por um fio
Falência da Santa Bárbara Engenharia emperra
projeto e revela fragilidade de processo licitatório
Fonte: Circuito Mato Grosso
O polêmico projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e
a Arena Pantanal passaram a correr risco iminente de não serem concluídos
diante da falência anunciada da Santa Bárbara Engenharia.
Apesar de a crise da construtora se arrastar há alguns
anos, a empresa teve seu nome avalizado pelo Governo do Estado no processo
licitatório não só da obra do VLT como da Arena Pantanal, revelando a
fragilidade do certame em que pese as obras representarem gastos vultosos para
os cofres públicos: Arena Pantanal R$518,9 milhões e VLT R$1,5 milhão. A Arena
Pantanal começou a ser construída em maio de 2010, com a previsão inicial de
que ela estivesse concluída em dezembro de 2012.
O prazo não foi cumprido e em julho do ano passado o
estádio tinha 46% de suas obras concluídas. Naquele mês, o governo de Mato
Grosso assinou um aditivo ao contrato e estendeu o prazo de entrega até outubro
deste ano. Considerando esse novo prazo e as execuções financeiras do contrato,
o Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou um relatório sobre o andamento
das obras da Copa.
O relatório apresentado também mostra que um acórdão
firmado entre o TCE e a Secopa não foi cumprido. Antonio Joaquim explicou que a
Secopa repassou antecipadamente ao consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior – que
executa as obras da Arena Pantanal – pouco mais de R$35 milhões, situação em
desacordo com o referido órgão.
O TCE também contesta o cronograma de andamento da Arena Pantanal apresentado pela Secretaria da Copa. “A Secopa tem divulgado em seu site na internet a execução de 55% da obra. Essa informação não corresponde ao percentual de execução da obra levantado neste relatório, que é de 37,41%”, diz trecho do documento.
O TCE também contesta o cronograma de andamento da Arena Pantanal apresentado pela Secretaria da Copa. “A Secopa tem divulgado em seu site na internet a execução de 55% da obra. Essa informação não corresponde ao percentual de execução da obra levantado neste relatório, que é de 37,41%”, diz trecho do documento.
De outro lado, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) também
segue com o projeto na corda bamba, visto que uma das empresas responsáveis por
10% da obra é a Santa Bárbara.
E em que pese o prazo para entrega do sistema funcionando
seja março de 2014, somente há 45 dias o Conselho Estadual de Desenvolvimento
Empresarial (CEDEM) aprovou a importação de elementos fundamentais para a
implantação do VLT, como chapas metálicas e trilhos.
De acordo com cálculos do Consórcio VLT Cuiabá, as obras
de implantação do sistema já estão 22% concluídas, incluindo a fase de
projetos.
A parte física construída já ultrapassaria 10%. No
entanto, a apenas 13 meses para a conclusão da obra, praticamente nenhum passo
foi dado para a compra dos materiais importados, a não ser a aprovação da
transação pelo Cedem.
O gerente de logística do Porto Seco de Mato Grosso, Elton Ertal, disse ao Circuito Mato Grosso que não tem conhecimento de qual empresa estrangeira está vendendo os trilhos para o Consórcio VLT Cuiabá e por isso não teria como adiantar se haverá atraso na compra do produto por conta da demora na aprovação da transação junto ao Cedem. “Se eles estão fazendo a compra direta do fornecedor, pode ser que não haja demora”.
O projeto
O gerente de logística do Porto Seco de Mato Grosso, Elton Ertal, disse ao Circuito Mato Grosso que não tem conhecimento de qual empresa estrangeira está vendendo os trilhos para o Consórcio VLT Cuiabá e por isso não teria como adiantar se haverá atraso na compra do produto por conta da demora na aprovação da transação junto ao Cedem. “Se eles estão fazendo a compra direta do fornecedor, pode ser que não haja demora”.
O projeto
Com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal
será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça,
FEB, 15 de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e
Fernando Corrêa da Costa. Serão três terminais de integração e 33 estações, que
terão uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro.
Sandra Carvalho – Da Editoria
Sandra Carvalho – Da Editoria
Fotos: Pedro
Alves


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