EMERGÊNCIA
NAS ESTRADAS?
SÓ SE AS OBRAS DA COPA DEIXAREM!
SÓ SE AS OBRAS DA COPA DEIXAREM!
Precisou a imprensa noticiar
aos quatros quantos do estado que as estradas estavam acabadas, deterioradas,
danificadas e sem a mínima condição de trafegabilidade.
Fotos foram publicadas, vídeos
foram postados em redes como facebook, blogs, sites e outros e o que se viu foi
uma total omissão por parte do governador Silval Barbosa e sua valorosa equipe
de trabalho, que diga-se de passagem, devem ser chamados só de equipe, por que
de trabalho eles não tem nada.
Muito bem, na região Norte do Estado
a situação é grave, chegando quase aos desespero.
O caos levado aos motoristas
que ali passam, é desgastante, com as chuvas a situação fica ainda mais
critica.
Na MT 208 que liga Alta
Floresta a Carlinda, no final de 2012, foram feitas operações tapas buracos,
mas o serviço foi de péssima qualidade e logo nas primeiras chuvas os buracos
já estavam todos abertos novamente.
Se não for tomada nenhuma
providência, o Norte do estado, mais precisamente os municípios da região de
Alta Floresta, poderão ficar completamente isolados.
Já as fortes chuvas que caíram no último final
de semana deixaram, além de Aripuanã, outros quatro municípios que sofrem com
alagamentos de rios e atoleiros nas estradas. Castanheira foi o primeiro a
decretar situação de emergência, Colniza, Cotriguaçu e Juruena, também podem
decretar.
De acordo com o comerciante
Isaques da Rosa, que ficou por mais de 3 horas isolado, sem acesso por via
terrestre, o Rio Vermelho, que dá acesso a dois municípios, pela MT 183,
ligando Juína a Aripuanã, teve seu nível elevado em 5m devido à chuva do final
de semana, deixando o trecho intransitável.
“Após varias horas de
espera, consegui passar com a água na cintura, porque do outro lado tinha um
amigo meu, e trocamos de carro, ele foi resolver uns negócios em Juína e tenho
uns aqui em Aripuanã. Espero que essas chuvas não sejam tão intensas, da forma
que estão, corremos sério risco de isolamento ou até mesmo de acidentes nessas
estradas” desabafou Isaques.
Um outro grave problema
enfrentado é que os caminhões que levam produtos perecíveis acabam ficando na
(estrada ?) com a sua carga totalmente podre e com isso o prejuízo é do
caminhoneiro que leva a carga, de quem enviou a carga e de quem iria receber a
carga, no geral o prejuízo terá que ser divido em 3.
Pela BR 174, trecho que
liga Aripuanã ao município de Juruena, a situação também é bastante crítica,
devido aos atoleiros que acabam causando o congestionamento de diversos
caminhões carregados.
Diante de todos esses probelmas
citados em diversos municípios, o senhor Silval Barbosa que por sinal é também
governador do Estado de Mato Grosso, determinou uma plano de emergência nas estradas,
como já dito acima, depois de receber varias criticas por parte dos
remanecentes veículos de comunicação que ainda na foram comprados pela
Continental Comuniquetion.
Que fique bem claro para
todos que essa ordem do governador para a realização manutenção emergencial de
22 mil quilômetros de rodovias sem pavimentação e mais 2 mil quilômetros de
rodovias asfaltadas é bem vinda, mas tardia.
As rodovias em Mato Grosso
matam de todos os jeitos. Um motorista de uma carreta morreu enquanto viajava
para a entrega de mercadoria na cidade de Colniza, no extremo Norte de Mato
Grosso. Valteni Augusto Ferreira, 49, sofreu um infarto fulminante. Ele
estava parado com o veículo na comunidade AR2, na MT 208, cerca de 72 quilômetros
de Aripuanã, por conta de um atoleiro que tinha próximo a pequena vila. A
esposa de Valteni, Noeli Ferreira, contou que ele estava nervoso por causa das
condições da estrada. Ela revelou que tinha pedido demissão do emprego para
viajar com o marido e cuidar dele, já que ele era portador de diabetes e
deveria tomar remédios controlados. “Mas ele estava muito nervoso com a
situação da estrada” – acrescentou a mulher.
Amigos de Valteni estão
indignados com o descaso e as situações das estradas. Dizem que sofrem a mesma
situação todos os anos e o Governo nem se quer disponibiliza maquinas para
ajudar na manutenção das rodovias nesse período. O caos acontece em todas as
regiões do Estado.
“A região que nós rodamos
de Castanheira a Colniza ou a Aripuanã é péssima. Não tem assistência por parte
dos governantes. O município não pode mexer nas estradas, e nós que
movimentamos o Brasil com o transporte de alimentos e madeira temos que ficar
3,4 ou 5 dias parado, não temos assistência nenhuma. Hoje um amigo nosso
morreu, de infarto fulminante por que passou raiva de mais. Isso aqui mata
qualquer um de raiva mesmo!” – disse Antônio Renato Carneiro.
Valteni Augusto Ferreira
deixou um casal de filhos e a esposa que o acompanhavam. Motorista a 23 anos
prestava serviços para Essencial Transportes Rio Preto.
Isso deveria constar nas
propagandas que o senhor Carlos Rayel vem fazendo, mostrando estradas bem
arrumadas, pelo photoshop é claro.
Duas semanas atrás,
deputados estaduais cobraram providências do governador Silval e por sinal, dois
deles chegaram a propor a remodelagem do Fundo Estadual de Transporte e
Habitação (Fethab), que arrecadou nos últimos três anos R$ 1,71 bilhão.
E mais uma vez a resposta
que tiveram foi a mesma de sempre, parte desses recursos foram remanejados para
as obras da Copa 2014 e o interior que se dane,
os produtores que se danem, as produções que se danem e as tantas pessoas que
moram e dependem dessas estradas para sobreviverem, ficam a deriva, reféns de
uma estrada esquecida pelo governo do estado que só tem olhos para a maldita
copa do mundo.
Já os famosos maquinários
do programa MT 100% Equipado, 705 unidades, cedidos em comodato aos municípios,
estão sem condições de uso por falta de manutenção e até mesmo pela inércia e a
irresponsabilidade causada pelo período de transição administrativa. Ou seja,
estão jogados, se deteriorando com o tempo, para ser mais franco, estão todos
enferrujados mesmo.
Dois dos municípios mais procurados por
aqueles ávidos por diversão no Carnaval enfrentam problemas em suas principais
vias de acesso. As rodovias MT-251, que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães, e
MT-040, que vai da Capital a Santo Antônio de Leverger, colecionam buracos,
crateras e falta de sinalização, colocando em risco a vida de milhares de
pessoas. “Por mais que eu já esteja acostumado com a estrada, não deixo de
sentir um pouco de receio toda vez que tenho que passar por ela”, afirma o
estudante Thiago Corrêa, 25 anos. Aluno do Instituto Federal de Mato Grosso,
ele mora em uma chácara que fica nas proximidades da rodovia e todo o dia vem
para Cuiabá para estudar.
Por meio da assessoria, a
Secretaria de Estado de Trânsito e Transporte Urbano (Setpu) se limitou a dizer
que a pasta “está realizando operação tapa buracos nas MT's 251 e 040”.
Quando?
eu, esse humilde jornalista, me pergunto, o senhor Silval vai acordar e olhar
para as necessidades do povo mato-grossense e parar de olhar só para a copa do
mundo, pessoas estão morrendo sem atendimento médico e sem estradas para se
locomoverem até um hospital ou até mesmo para a capital na ânsia de receber um
atendimento médico. Médico? Isso é coisa de granfino, médicos não existem nem
mesmo na capital, muito menos no interior, esse e mais um setor onde o governador
não dá a mínima atenção, mais certamente não deve faltar para sua família, a
família dos outros que se dane, não é mesmo senhor Silval?
Outro setor onde além da
copa ele dá muito valor é nas empresas de comunicação, as que a Continental
Comunicação comprou é claro, e temos que ressaltar que cuidar e zelar das mais
de 80 empresas entre elas sites, jornais, televisões e rádios, é muito difícil,
mais ele arruma um tempinho para junto com seu filho Rodrigo Espertinho
Barbosa, analisar as contas dessas empresas e o povo que se dane.
Vamos esperar agora para
ver até onde vai esse plano de emergência nas estradas, vai que falta recurso
para a Copa, terá o senhor Silval mais uma vez que parar com a emergência nas
estradas para levar tais recursos para as emergências da copa.
Eta governinho bão sô.




Um comentário:
Pelo visto, foi preciso colocar a "coisa" no ventilador, pela imprensa nacional para tirar as autoridades de suas cadeiras confortáveis.
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