21 de setembro de 2011

BOMBA...BOMBA...BOMBA

A IMPRENSA PERIÓDICA OU PARA SER MAIS EXATO, OS PEQUENOS JORNAIS DE MATO GROSSO PODERÃO SOFRER MAIS UM NOVO CALOTE...AGUARDEM MAIS DETALHES NUMA MATÉRIA EXCLUSIVA E BOMBÁSTICA.

Para onde vai a Editora Abril?

Por: Luciano Martins Costa Movimentações recentes no comando da Editora Abril, como a contratação do banqueiro Fabio Barbosa para a presidência do grupo, e a compra, pela família Civita, do complexo de cursos e publicações Anglo Latino, têm estimulado suspeitas de que o grupo estaria se preparando para desidratar o setor de revistas. Consolidada a aquisição do Anglo, por R$ 600 milhões, acertada em meados de 2010, o negócio ainda causa curiosidade entre especialistas, como deixou escapar na terça-feira (13/9) um experiente professor da Fundação Getulio Vargas. Afinal, para que a Editora Abril iria querer um sistema educacional que é na verdade uma franquia que oferece cursos e vende apostilas? Em primeiro lugar, não se trata de um negócio da Abril, mas da família Civita. Perspectivas pouco animadoras quanto aos sucessores de Roberto Civita teriam convencido o controlador do grupo editorial a investir em educação, um negócio muito mais promissor do que o de revistas. Segundo mostrou o recente encontro da associação do setor, a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas), o cenário vai levar a mudanças radicais na organização das editoras, com uma provável fragmentação dos grupos de interesse, o chamado público das revistas. A pulverização dos títulos, induzida pela necessidade de buscar recursos em nichos cada vez mais específicos, tem aumentado perigosamente a complexidade da gestão do grupo Abril. Os esforços para a qualificação de editores em técnicas de administração não têm dado resultados, simplesmente porque jornalistas, em geral, não são preparados para outra coisa que não jornalismo. Jornalistas que atuaram em outros setores da economia, em cargos de diretoria, sabem o abismo que separa seus colegas editores dos executivos oriundos das áreas financeira, industrial ou de serviços. Sem um herdeiro que possa ser qualificado como gênio, e sem ter tido a sorte de ser, ele mesmo, um clone do pai, o patriarca Victor, Roberto Civita tem poucas garantias de ver prosperar ou mesmo permanecer sua complicada rede de publicações. Mas as revistas estão acabando? Não exatamente. Mas as mudanças que estão ocorrendo no setor vão se acelerar de uma forma jamais vista antes no mercado. Títulos tradicionais vão desaparecer subitamente, e certos temas serão quase exclusivamente lidos em plataformas digitais. Na rota do Titanic Volta, então, a pergunta que foi feita aqui na última terça-feira: o que o banqueiro Fábio Barbosa foi fazer na Editora Abril? Ele já declarou aos editores que nada sabe do negócio de revistas. Mas Barbosa e Civita sabem que isso não tem a menor importância, porque ele não está na Abril para salvar as publicações – ele virou presidente do grupo para salvar o capital da família Civita. No encontro em que foi apresentado aos editores do grupo Abril, Barbosa disse que, como não conhece o setor, talvez seja capaz de fazer perguntas que os jornalistas já esqueceram. Bobagem: para fazer seu serviço, ele não precisa saber o que é uma boa pauta. Ele vai fazer o que é sua especialidade: obter o máximo de resultado financeiro no que resta de vida a alguns produtos, preparar a abertura de capital do outro negócio – o de educação – e observar a lona do circo de revistas murchar. Roberto Civita já colecionou grandes feitos em sua carreira de executivo-empresário: perdeu a TVA, vendida para a Telefonica, viu o Brasil Online ser absorvido pelo UOL e estimulou a transformação da revista Veja, que já foi um dos principais patrimônios da imprensa brasileira, em um título Murdoch. A Abril vive de um punhado de revistas sem qualquer relevância, a maioria voltada para assuntos de menor importância para as necessidades estratégicas de uma empresa do seu porte. As revistas de negócios, que já tiveram grande influência, foram transformadas em manuais de auto-ajuda para gerentes e são consideradas um dos elos mais frágeis do sistema de publicações de papel – porque os jovens executivos preferem se informar em seus aparelhos digitais e têm acesso a dezenas de alternativas setoriais no formato tradicional, como as revistas customizadas e as publicações de nicho. Do conjunto de bravos e esforçados editores não saem ideias inovadoras capazes de criar novos títulos, simplesmente porque a empresa matou, ao longo dos últimos anos, a cultura de inovação. A homogeneidade das redações desestimula a competição criativa, acomoda os profissionais, gera vícios na produção dos textos e no desenho das páginas, como pode observar qualquer leitor atento de revistas. Não há gênio humano capaz de conduzir a bom porto um transatlântico como o grupo Abril.

20 de setembro de 2011

Silval convoca deputados e apresenta projeto da Secopa

Da Redação - Laura Petraglia
O governador Silval Barbosa (PMDB) se reúne nesta terça-feira (20) com os 24 deputados estaduais, no Palácio Paiaguás, às 12 horas, onde fará apresentação do esboço do projeto de extinção da Agência Executora das Obras da Copa de 2014 (Agecopa), e de criação da Secretaria Especial da Copa do Mundo de 2014 (Secopa, aos parlamentares.A informação foi revelada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior, que junto ao presidente da Agecopa, esteve por mais de duas horas reunido com o governador na tarde de hoje (19) para deliberar sobre o assunto.Romoaldo neste momento está convocando os deputados para reunião de amanhã. “Esta Secretaria será ligada diretamente ao gabinete do governador. A responsabilidade da Copa é dele (Silval Barbosa) e chegamos conclusão que enquanto ele não estiver no comando absoluto das coisas, vamos continuar sofrendo com desentendimentos e picuinhas. Estamos há 17 dias com esse problema entre Éder e Carlos Brito, sem solução”, disse.Carlos Brito prestou esclarecimento ao Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (19), na sede da Procuradoria Geral da Justiça. Ele foi convocado para explicar a recente ‘crise’ que se estabeleceu na autarquia, diante da ‘desavença’ com o presidente Eder Moraes.A gota d’água da crise instalada na Agência Executora das Obras da Copa (Agecopa) se deu por conta de uma discussão ‘infantil’ entre o presidente e o diretor de infraestrutura da autarquia, ocorrida publicamente durante audiência na Assembléia Legislativa para discutir o modal a ser implantado na região metropolitana. Porém a briga entre os dois não é recente. Desde que Eder assumiu a presidência da autarquia, em maio deste ano, o clima pesado entre os dois é conhecido. Brito, que está na diretoria de Infraestrutura da Agecopa desde a criação da autarquia, em 2009, defendia o BRT como novo sistema de transporte a ser adotado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa. Esse modelo foi escolhido quando o senador Blairo Maggi (PR) ainda era governador. Mas no começo deste ano o governador resolveu mudar para um sistema mais moderno, o VLT.

• Governador bate o martelo e decide criar a "Secopa"

Silval quer evitar futuras crises, que podem ter repercussão negativa na gestão dos preparativos para a Copa
RAFAEL COSTADA REDAÇÃO O governador Silval Barbosa (PMDB) vai apresentar a proposta de extinção da Agecopa (Agência Estadual de Execução de Projetos para a Copa do Mundo) aos 24 deputados, em um almoço nesta terça-feira (20), no Palácio Paiaguás.Pelo projeto que será enviado ao Parlamento, será criada a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), que será submetida diretamente ao gabinete do Executivo. O objetivo de Silval é acabar com a possibilidade de novas turbulências que possam comprometer o andamento das ações para o mundial.Silval se reuniu, na tarde desta segunda-feira (19), com o líder do Governo no Parlamento, deputado Romoaldo Junior (PMDB), e sinalizou que não vai recuar da iniciativa de mudar a condução dos projetos referentes à Copa do Mundo. "Diria que [o projeto] é irreversível. A Assembleia Legislativa também está convencida de que é necessária uma urgente mudança para evitar problemas futuros", comentou o parlamentar.Em fevereiro deste ano, o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) apresentou um projeto de lei que previa a extinção da Agecopa e a criação de uma secretaria.Pela proposta, deixariam de existir as diretorias de Comunicação e Turismo, ocupadas atualmente por Roberto França e Yuri Bastos, respectivamente. Os projetos de ambos os setores seriam tocados exclusivamente pela secretarias de Estado. O deputado Romoaldo Junior afirmou que é simpático à proposta. "Defendo o enxugamento da estrutura da Agecopa. Não dá para continuar desta maneira", disse. Nos bastidores, porém, é feita uma articulação para preservar, na nova estrutura, o diretor de Comunicação, Roberto França, devido ao seu peso político.Eder tenta convencer Silval a recuarO presidente da Agecopa, Eder Moraes, compareceu no Palácio Paiaguás nesta tarde para tentar convencer o governador Silval Barbosa a recuar da ideia de extinguir a autarquia. Na verdade, trata-se de uma "última cartada", uma vez que Eder almoçou com Silval r ouviu dele que a criação da secretaria era irreversível."Se funcionar como secretaria, não haverá mudanças de impacto. Vai continuar com mesmo papel que é a responsabilidade pela execução das obras. Podemos mudar a lei de criação da Agecopa e torná-la diretamente subordinada ao gabinete do governador", afirmou Eder Moraes. Porém, a conversa não deve alcançar o resultado esperado. No Palácio Paiaguás, o comentário predominante é de que Silval Barbosa está disposto a evitar que problemas de caráter políticos na Agecopa interfiram negativamente em sua gestão. HistóricoCriada a pedido do ex-governador Blairo Maggi para ser uma autarquia que conduziria projetos visando à preparação de Cuiabá rumo a Copa do Mundo, de forma técnica e sem interferência política, a Agecopa transformou-se numa verdadeira dor de cabeça ao Estado. Primeiro, o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, entregou o cargo de presidente, alegando viver em um clima de trabalho insustentável. O episódio revelou a briga de vaidades e disputas políticas que poderiam comprometer projetos de obras milionárias. Após ter sua gestão alterada de colegiada para presidencialista e ter um terceiro diretor-presidente em um ano, veio a público o embate de Eder Moraes com o diretor de Infraestrutura, Carlos Brito. Após tentar intermediar, sem sucesso, uma conciliação de ambos, Silval não teve dúvidas em comunicar aos seus aliados que iria extinguir a Agecopa. Primeiramente, conversou por telefone na sexta-feira (16) com o líder do Governo no Legislativo, deputado Romoaldo Junior.O parlamentar, ao dialogar com colegas de bancada, percebeu que não havia resistência alguma e deu o sinal verde ao Executivo.

6 de setembro de 2011

MPF denuncia 12 por venda de sentenças e bloqueia bens de Stábile (Veja nome)

Da Redação - JM
O Ministério Público Federal propôs uma ação civil pública por improbidade administrativa contra doze pessoas envolvidas no suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), quando foi deflagrada a Operação Asafe, em 2010. O MPF também pediu a indisponibilidade dos bens, imóveis e veículos do desembargador Evandro Stábile, ex-presidente do TRE e o ex-juiz eleitoral Eduardo Henrique Migueis Jacob, além do afastamento dos cargos. Também foram citados como envolvidos no esquema os ex-juízes eleitorais Renato Viana e Maria Abadia, além da segunda colocada nas eleições municipais de Alto Paraguai Diane Vieira de Vasconcellos e o marido dela Alcenor Alves de Souza, informou a assessoria do MPF. Na ação, os procuradores da República da 3ª Vara destacam que “tão importante quanto a transparência e imparcialidade das decisões judiciais, temos a conduta extra-autos dos magistrados eleitorais, dos se quais espera uma conduta exemplar e proba, digna da elevada função estatal exercida, afastada de qualquer tendência política ou de eventuais influências econômicas dos candidato.” A ação é resultado da operação da Polícia Federal, que teve início no segundo semestre do ano de 2009, quando o MPF apurou as suspeitas de crimes de exploração de prestígio praticado por pessoas que se apresentavam como intermediadoras de alguns juízes do TRE que, a pretexto de conseguir decisões judiciais favoráveis, mediante o pagamento de propina das partes interessadas. Quando foi constatada a participação dos magistrados, que gozavam foro privilegiado, toda a documentação foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quem cabe a competência de apurar e julgar crimes cometidos por magistrados. Após o oferecimento de denúncia por um sub-procurador-geral da República perante o STJ é que houve compartilhamento de provas para a instrução da Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa contra os envolvidos perante a Seção da Justiça Federal em Mato Grosso. A Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso descreve que a forma de atuação da organização tinha o objetivo de negociar sentenças do TRE para manter Adair José Alves Moreira afastado do cargo de prefeito de Alto Paraguai depois que ele teve o mandato cassado pela Justiça Eleitotal (7ª Zona Eleitoral). Para manter o prefeito cassado afastado do cargo e empossar a segunda colocada nas eleições Diane Vieira de Vasconcellos, foram cometidos atos ilegais para minar todas as tentativas de recursos do prefeito cassado na tentativa de reaver o cargo. A origem do dinheiro usado para o pagamento pelas decisões judiciais favoráveis aos interesses de Diane e Alcenor era os cofres públicos municipais. Os pagamentos eram feitos por meio de contas bancárias de empresas e de um servidor municipal de Alto Paraguai. Apesar de ambos já terem sido afastados da atuação no TRE em 17 de junho de 2010, devido a uma decisão cautelar na esfera criminal, o MPF pede uma decisão judicial na esfera cível que os mantenha afastados. Confira os envolvidos: 1.Evandro Stábile, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral
2.Eduardo Henrique Migueis Jacob, ex-juiz eleitoral do TRE
3.Maria Abadia Pereira de Souza Aguiar, advogada e ex-juíza eleitoral do TRE
4.Renato César Vianna Gomes, advogado e ex-juiz eleitoral do TRE
5.Phellipe Oscar Rabello Jacob, filho do ex-juiz eleitoral Eduardo Jacob
6.Diane Vieira de Vasconcellos Alves, candidata ao cargo de prefeita, em A. Paraguai
7.Alcenor Alves de Souza, marido de Diane Vieira Vasconcellos Alves
8.André Castrillo, advogado
9.Wadson Ribeiro Rangel, servidor municipal de Alto Paraguai
10.Bruno Alves de Souza, sobrinho de Alcenor e Diane
11.Eduardo Gomes da Silva Filho, advogado
12.Luiz Carlos Dorileo de Carvalho