13 de março de 2013

MPE ingressa com ação questionando remuneração de vereadores em Cuiabá


Redação 24 Horas News
O Ministério Público do Estado  ingressou nesta segunda-feira, 11, com Ação Civil Pública, com pedido liminar, contra a Câmara Municipal de Cuiabá e o presidente do Legislativo municipal, vereador João Emanuel (PSD) requerendo a limitação do valor da remuneração dos vereadores ao teto constitucional. Na ação, O MPE alega que o montante recebido mensalmente pelos parlamentares não deve ultrapassar o subsidio do prefeito, fixado em R$ 22 mil pela Lei 6.644/2013.

De acordo com a ação do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, o teto constitucional deve ser observado, uma vez que ainda não foi editada legislação federal regulamentando a matéria e que a nova sistemática de remuneração dos vereadores, criada por lei, deveria estar em vigor na época da publicação da Emenda Constitucional 41/2003, conforme interpretação do artigo 4º da Emenda Constitucional 47/2005.

Consta na ação, que em fevereiro de 2013, foram publicadas no “Diário Oficial do Estado” duas leis relacionadas à remuneração dos vereadores. A primeira, Lei 5.642/2013, fixou o subsídio dos vereadores da legislatura referentes ao anos de 2013 a 2016, no valor de R$ 15.031,00. A segunda, Lei 5.643/2013, instituiu a verba de natureza indenizatória em face das atividades parlamentares, no valor de R$ 25 mil a ser paga mensalmente a cada vereador. A lei estabeleceu, ainda, que o Gabinete da Presidência da Câmara também receberá o valor de R$ 25 mil. 

Entre manobras e debates, a Câmara Municipal de Cuiabá aumentou  em 45% o salário dos vereadores, passando o atual subsídio de R$ 9,2 mil para R$ 15 mil. Só os gastos diretos com parlamentares totalizam  de R$ 14,1 milhões por ano.

Para garantir o aumento, os vereadores da atual legislatura passaram por um “teste de fogo” e confirmaram a tendência legislativa de só se preocuparem mesmo com o espírito corporativista e com o próprio bolso: eles derrubaram o veto que o prefeito Mauro Mendes apresentou ao reajuste de seu salário. Na época, a questão acabou em grande polêmica, mas a queda de braço acabou vencida pelos legisladores, que não demoraram para promulgar a decisão. 

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