EM VOTAÇÃO UNANIMÊ, DEPUTADOS APROVAM SUBSTITUTIVO DA LEI
DA PESCA
Valérya Próspero e Patrícia Sanches
Os deputados da Assembleia aprovaram, por unanimidade, nesta quinta (28), o substitutivo integral da Lei da Pesca, cujo teor vem sendo discutido desde o ano passado. O texto passou por 12 audiências públicas e acata as reivindicações da rede hoteleira, entidades ligadas à pesca esportiva e também profissional. O substitutivo ficou mais flexível que a lei aprovada ano passado, que teve os efeitos suspensos até que fosse discutido com o setor interessado.
A discussão mais polêmica se
referia as emendas propostas pelo deputado Sebastião Rezende (PR). O deputado
João Malheiros (PR) foi o primeiro a se posicionar contra as sugestões do
colega enquanto membro da Comissão de Meio Ambiente e convenceu os demais
parlamentares a votar contrário. Uma das emendas pedia a liberação do anzol de
galho, que são amarrados a galhos na beira do rio para pescar e são proibidos.
O autor do projeto de lei
deputado Zeca Viana (PDT), na sessão de ontem (27), chegou a acusar Sebastião
Rezende de travar a votação e não cumprimento de um acordo firmado no Colégio
de Líderes para agilizar o processo. Se a lei não tivesse sido aprovada hoje, o
texto do ano passado entraria novamente em vigor nesta sexta, 1º de março. “Se
tivessem cumprido o acordo, o substitutivo seria votado hoje (27) e a nova lei
publicada amanhã (28). É lamentável terem tornado essa discussão importante em
um ato politiqueiro”, disse Viana na sessão de ontem.
Câmara de VG limita
trabalho de jornalistas e provoca confusão
Valdemir
Roberto
Da Redação
Da Redação
A cobertura jornalística
das sessões plenárias da Câmara Municipal de Várzea Grande está limitada a um
número restrito de profissionais. A decisão foi tomada pela secretária de
imprensa da Casa, jornalista Larissa Malheiros, que teve o aval do presidente
do Legislativo municipal, vereador Waldir Bento (PMDB). A decisão, entretanto,
não agradou aos jornalistas várzea-grandenses, que foram impedidos de acompanhar
a sessão noturna de quarta-feira.
Os jornalistas foram pegos
de surpresa pela limitação de acesso ao plenário e aos vereadores. E a
confusão acabou sendo generalizada na noite de quarta-feira e a bronca contra a
decisão da assessoria de imprensa da casa ainda maior. “Que coisa absurda.
Sempre tivemos acesso livre aos vereadores e ao plenário para acompanhar as
sessões e agora, sem nenhum aviso, resolvem nos impedir de trabalhar”,
esbravejou o jornalista Eraldo Lima, diretor do site Folha de Várzea Grande.
A confusão foi grande,
impedindo até a realização da sessão plenária.
Em meio a confusão entre os
jornalistas que queriam trabalhar e a determinação imposta pela Secretaria de
Comunicação da Câmara, surgiu a informação que Larissa Malheiros havia
determinado a limitação do número de jornalistas por veículo de imprensa na
Câmara. Ela tentou explicar que muita gente entrava nas galerias para
acompanhar as votações e acabava provocando tumultos. “Estamos apenas tentando
colocar ordem na casa. Não estamos impedindo nenhum órgão de comunicação de
trabalhar. Agora é preciso que só estejam aqui quem realmente vem para cobrir o
dia a dia da Casa”, explicou a assessora.
A determinação acabou
causando um descontentamento generalizado entre os profissionais. Alguns dos
jornalistas mais conceituados com 20 anos de atuação na imprensa mato-grossense
externaram suas opiniões sobre o assunto. O jornalista José Estáquio “Pululua“
da Silva, o homenageado com a sala de imprensa no município, disse ser inaceitável
a conduta da jornalista e a norma imposta pela profissional, afirmando que a
Câmara é a casa do povo e deve ser aberta a todos, principalmente para a
imprensa.
Já o jornalista, Campos
Filho, do jornal Tribuna do Nortão, disse que a assessora deveria respeitar um
pouco mais os colegas e com “jogo de cintura”, tentar resolver situações de
conflito e desentendimento e não partir para agressões como a feita contra a
jornalista Elisangela Neponuceno e contra o jornalista Geraldo Araújo.
A imposição sobre o
trânsito dos jornalistas para trabalhar e colher informações junto aos
vereadores, quase acaba na delegacia. Barrado pelos seguranças, o ex-diretor do
MT Gás, secretário geral do PSD no município, empresário, advogado e
jornalista, Geraldo Araújo, disse que estava tendo seu direito de ir e vir
cerceado, e logo o tumultuo foi formado.
Moradores do Coxipó denunciam abandono de
obra da Copa 2014
Da Redação - Darwin Júnior
Na relação das obras de
desbloqueio do plano de mobilidade urbana de Cuiabá para a Copa do Mundo de
2014, a ponte sobre o Rio Coxipó, na altura do bairro Jardim das Palmeiras já
foi concluída mas ainda não inaugurada por falta de conclusão de sua cabeceira.
Afirmando que a obra está ‘abandonada’ há quase dois meses, moradores do Jardim
das Palmeiras denunciaram ‘visível descaso’ da obra e reclamaram da falta de
uma ação por parte da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), no sentido de
entregar logo a obra.
Indignado com o fato de não poder contar com a ponte em um momento em que se deslocar em Cuiabá se torna cada vez mais difícil devido ao trânsito que se tornou caótico por causa das obras da mobilidade urbana, o secretário da Associação dos Moradores do bairro Jardim das Palmeiras, Moadir da Costa cobrou uma rápida ação para a conclusão dos trabalhos e entrega da obra que tinha prazo de 180 dias para entrega. “Já estourou o prazo e há 60 dias nenhuma empreiteira aparece para terminar a obra”, reclamou Moadir, informando que muitos moradores do bairro o procuraram para reclamar da paralisação.
Afirmando que falta muito pouco para a obra ser liberada, o representante da Associação dos Moradores do Jardim das Palmeiras questiona a responsabilidade pela conclusão da obra. “A ponte está pronta e já é utilizada por motociclistas e ciclistas. Ainda não é possível o acesso de veículos por falta da cabeceira. O que custa terminar o serviço, se 99% já ficou pronto? Acho que houve um abandono e isso é falta de respeito com os moradores da região”, desabafou.
Moadir ressaltou a importância da ponte como uma via que vai facilitar o acesso de moradores da região e desafogar o trânsito no entorno da Estrada do Moinho. “Com a abertura desse acesso, o trânsito vai fluir melhor por aqui e vamos ganhar atalho de uns três quilômetros. Será uma ajuda preciosa à população da região que há muito tempo sonhava com essa obra. Mas, é preciso que a Secopa tome providências para entregar logo essa ponte. Já estamos sofrendo muito com esse trânsito após as interdições para as obras da Copa”, afirma Moadir que reclama a falta de uma ouvidoria eficiente na Secretaria da Copa. “Já procurei a Secopa e preenchi formulário de solicitações através do site cobrando uma providência e não fui atendido”, reclama.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secopa, a responsabilidade da construção da cabeceira é da empreiteira Base Dupla que no momento vem realizando trabalhos no local. A Secopa negou que a obra esteja parada, destacando que no momento estão sendo feitos os trabalhos de imprimação na pista. Os atrasos, segundo a Secopa, foram como consequência das chuvas que atrapalharam a conclusão dos trabalhos.
Em crise, três emissoras encerram
programação regional em Cuiabá
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Da Redação
Apesar de apresentar
altos índices de crescimento, principalmente na produção de grãos, a economia
de Mato Grosso tem alguns setores que não acompanham tal expansão. Um deles é
a comunicação social.
Nos últimos meses, três
emissoras de televisão suspenderam as programações regionais diante da crise
econômica que aflige o setor. Algumas das emissoras estavam sob comando de
grupos que atuam em outro setor da economia.
A TV Liderança (Canal
19), que retransmite o sinal da TV Gazeta de São Paulo, encerrou a
programação regional no mês de novembro do ano passado. A emissora tinha como
destaque o telejornal RDTV e o programa da Comadre Pitú.
A empresa faz parte do
grupo Cidade Verde, que engloba ainda a TV Cidade Verde (Band) e a Rádio Band
FM Cuiabá. Nos últimos meses, a TV Liderança estava arrendada ao
ex-secretário da Secopa, Éder Moraes Dias, que entregou o arrendamento ao
empresário Luis Carlos Becari.
Outra emissora que
encerrou a programação regional foi a TV Mundial (Canal 27), que retransmite
do sinal da Rede Brasil. A emissora tinha como destaque o programa Fábio
Felipe, cujo apresentador tentou sem sucesso uma vaga na Câmara de Cuiabá. A
TV Mundial é ligada a família do conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio
Ricardo.
Na última semana, a
emissora Estrela de Davi, ligada a Fundação Altamiro Galindo, irmão do
ex-prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), também paralisou as atividades
regionais. O canal transmite o sinal da TV Cultura e tinha como destaque
regional os programas Mato Grosso em Foco, apresentado por Jajah Neves,
Programa Sávio Pereira, entre outros.
Hoje, as três emissoras
estão exibindo exclusivamente programações nacionais. Não há uma previsão de
quando retornarão com a exibição de programas relacionados ao cotidiano do
Estado.
TBO
Enquanto três emissoras
encerraram suas atividades regionais, uma tradicional retorna a programação
local. Após três anos, a TV Brasil Oeste (TBO), empresa do Grupo Futurista de
Comunicação, reiniciou as atividades, transmitindo o sinal da Rede CNT.
A TBO tem hoje como
atração local o Jornal da Tarde, ancorado pela jornalista Judite Rosa. Todavia,
existem outros programas regionais para estrearem na emissora nos próximos
meses
Nos últimos anos, a
emissora esteve arrendada a Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo
Valdomiro Santiago. Estima-se que o evangélico pagava cerca de R$ 400 mil ao
Grupo Futurista, de propriedade da família Campos.
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Um comentário:
O Deputado Viana está inconsolável porque, não está dando certa a sua estratégia de achar culpados para os problemas de meio ambiente provocados pela aplicação de agrotóxicos sem qualquer norma.
Não adianta deputado Viana, ficar nervosinho e brigar com o deputado Sebastião Rezende em plenário. A verdade é que já se faz tarde uma preocupação maior com os defensivos agrícolas que são usados no Mato Grosso sem a devida cautela. O Ministério Público em uma ação em Lucas do Rio Verde e Campo Verde, já provou a nefasta ação do veneno para a população.
Proteger o meio ambiente é louvável, mas muito pior que pescar é lançar no ambiente 130 milhões de litros de venenos em toda a safra, veneno que certamente irá para dentro dos rios.
Consegui entender que Viana e Blairo querem prestigiar o meio ambiente em detrimento da economia de uma classe de coitados. Será, que eles tem peito para prestigiar o meio ambiente em detrimento de uma classe de empresários milionários como os plantadores de soja.
Imaginem quanto de veneno não iria para a natureza, se deixassem de plantar soja e principalmente algodão por cinco anos como Blairo quer para os pescadores?
Falando com um empresário que faz trilha em sua moto, ele contou-me que quando entra em uma fazenda que plantio de algodão é insuportável o cheiro do veneno.
Ele sente o cheiro porque sai de um ambiente e entra em outro contaminado por veneno, e as pessoas que trabalham na fazenda se acostumam com o cheiro e não mais sentem.
Imagine o perigo a que estão expostos os trabalhadores dessas fazendas.
É Viana, pimenta no olhos dos outros é colírio.
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