Folha do Estado, do Beto Dois a Um, dá calote em
jornalistas
Fonte: Página do E
QUANDO SE ABRE O SITE DA FOLHA DO ESTADO O
QUE APARECE É ISSO AI EM CIMA. DESCULPE O
TRANSTORNO
ESTAMOS EM MANUTENÇÃO, EM OUTRAS PALAVRAS,
NEM O PAGAMENTO PELO DOMÍNIO DO SITE NÃO
DEVER TER SIDO PAGO.
A situação continua feia para o lados dos jornalistas que
trabalham para o jornal Folha do Estado. O empresário e cantor Beto Dois a Um,
que herdou as dívidas produzidas durante a gestão da empresária Isabela Corrêa,
não conseguiu estabilizar a situação econômica da empresa – e quem acaba
pagando o pato são os funcionários da empresa. Esse drama já se arrasta por
diversos meses. Confira o comunicado do Sindicato dos Jornalistas a respeito
deste descalabro. (EC)
“Nota de repúdio
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso
(Sindijor-MT) vem a público emitir seu repúdio contra a direção do jornal Folha
do Estado que tenta implantar o calote através do desprezo aos seus
profissionais de comunicação quando não atende o direito básico do trabalhador
previsto pela CLT, que é o pagamento de salário até o quinto dia útil de cada
mês e, nem sequer, dá uma satisfação sobre o atraso seja aos funcionários ou a
entidade sindical desta categoria ou aos órgãos da lei. Em dezembro de 2012 a
empresa prometeu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) pagar em dia seus
trabalhadores e, inclusive, enviar calendário de pagamento para o Sindijor a
fim de que este acompanhasse que tudo estaria sendo cumprido. O que não tem
ocorrido.
No mês de janeiro, no dia 3, a empresa pagou metade dos
salários. O quinto dia útil seria dia 8 do corrente mês, quando os
trabalhadores esperavam receber o restante e quitarem suas dívidas. Mas,
infelizmente, o que se viu e ouviu por parte da direção da Folha do Estado até
o momento foram: SILÊNCIO, INDIFERENÇA e FALTA DE RESPEITO para com as leis
vigentes e os órgãos que a fiscalizam como é o caso do Sindijor e do MPT/MT.
Esperava-se que a empresa estivesse trabalhando no sentido de
sanar seus problemas e cumprir sua missão de informar adequadamente uma vez que
teria pessoas tranquilas para trabalhar. Mas o que se vê, desde setembro de
2012 é: assédio moral e falta de estrutura na referida empresa. Desde setembro
começou um processo de demissão em seu quadro de pessoal. Sabe-se que, de 160
pessoas, 40 já foram mandadas embora ou saíram por verem que o local não quer
qualidade, apenas explorar o trabalhador quando coloca um para fazer o trabalho
de dois, sem se importar se este tem que trabalhar por mais horas, afinal, não
leva em consideração as leis para que este receba hora extra!
Da redação já foram demitidas seis pessoas e outros quatro
profissionais saíram por livre vontade para dar fôlego à empresa e poupar a
demissão de mais colegas. Ainda assim, nada mudou na redação além de mais
trabalho para cada um dos que ficaram. A tarefa diária virou quase que hercúlea
uma vez que cada um teria cinco horas jornada de trabalho prevista em lei seja
ele repórter ou editor) para realizar seu trabalho e gozar de seu descanso.
Contudo os telefones fixos estão cortados há mais de um mês. Dessa forma, os
mesmos celulares da redação são usados por várias pessoas que acabam tendo que
ficar numa fila para conseguir apurar algo. Isso acarreta no atraso de suas
pautas já que uma tem que esperar a outra para fazer sua ligação e,
consequentemente, de suas horas de trabalho.
Enfim, falta carro, falta telefone, falta salário e muita
consideração por parte da empresa para com seus funcionários.
Pessoas que saíram de férias há tempos, foram e voltaram sem ver
a cor do 1/3 de adicional para este período como prevê a lei.
E todos que lá estão neste momento trabalhando bem como os que
foram mandados embora, NUNCA ou quase nunca tiveram depositados seus Fundos de
Garantia (FGTS). Há também os casos de desconto em folha de pensão alimentícia
(que pode dar cadeia ao pai que não paga), muitas vezes são descontados e NÃO
são pagos, sendo preciso que os responsáveis pelas crianças liguem para cobrar.
Diante disso, conclamamos todos a divulgar esse repúdio a fim de
expor essa situação para a sociedade para que todos saibam que nossa dor não
sai nos jornais, mas está embutida na má qualidade das linhas que escrevemos
quando estamos preocupados se a Cemat vai ou não cortar nossa luz ou se vamos
ter como comprar material escolar para nossos filhos.
Temos que dar um grito de BASTA!
Diante disso, esta entidade sindical vai ter que tomar as
medidas judiciais cabíveis contra esta empresa para que não forme escola no
sentido de explorar essa já tão maltratada classe de trabalhadores que sofre
toda sorte de ataques dos poderosos quando expõe seu nome em nome da
sociedade”.
SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE MATO GROSSO

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