Interesse próprio
Chegou ao nosso conhecimento por uma fonte, que um ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-secretário municipal de Nortelândia, trabalhou a campanha para um candidato a deputado estadual da capital que mal conhece Nortelândia e teve pouco mais de 110 votos no último dia 03 de Outubro. O pior esse cidadão, estava nas casas comprando os votos das pessoas por R$ 50 reais, o que é lamentável. Aliás, ele sempre ganhou a eleição dessa forma, comprando a consciência das pessoas, por que nunca teve propostas para discutir com o eleitorado, e na Câmara Municipal sempre entrou mudo e saiu calado, assumia cargo na estrutura do executivo para atender interesses próprios.
Com que interesse uma pessoa busca um candidato que não tem ligação nenhuma com a cidade, mal a conhece, e para piorar comprando voto de alguns pobres coitados. Quanto será, que ele ganhou, eis a pergunta?
Comparativos
Neurilan teria desferido uma “chicotada” em dois ex-prefeitos que entraram de sola na campanha do Deputado Riva, sendo Vilson Ascari, Rodolmildo Rodrigues Silva e João Olimpio de Oliveira, sendo 1285x602, respectivamente. Um e-mail de alguém chamado pelo prenome de Carlos, diz que Neurilan com toda “ruindade” dele, ainda fez superar a votação dada ao irmão em 2006. Isso, segundo o e-mail, demonstra força política que o calça para reeleição em 2012.
Mas quero fazer uma justiça viu Carlos, nesta campanha o ex-prefeito João Olimpio não se envolveu, ele apenas votou, portanto não se pode imputar a ele o desempenho.
Outro e-mail enviado pelo internauta de prenome Renato, diz o seguinte, que nas eleições estaduais de 2002, o contador Adão Lino deu sozinho 515 votos para Riva, em 2006 Riva teve 174 votos, e agora Rodolmildo e Vilson Ascari deram 602 votos, frisando que Adão Lino provou mais fora eleitoral proporcionalmente aos demais.
Os e-mails não foram na integra para o “ar” porque falavam de outras coisas que não vejo necessidade de publicar, por isso decidi editá-los, separando apenas o interessante.
Comparativos II
Agora, esse assunto me fez promover uma análise mais aprofundada, acompanhado até o raciocínio dos leitores e das próprias lideranças, que fazem das eleições estaduais uma prévia da municipal, como forma de demonstrar poderio eleitoral para colocar banca na eleição de vereador e de prefeito em 2012. Vou falar apenas dos mais votados, e em alguns casos dos menos votados quando houver necessidade.
Muitos saíram chamuscados, senão vejamos:
José Domingos, apoiado por Neurilan, em 2006 1.190 votos e em 2010 1.285 – Ponto Positivo, conforme dito provou liderança e fora política.
Riva em 2006 teve 176 votos, em 2010 602 votos – Em 2006 um pequeno grupo apoiou o deputado, agora em 2010 recebeu “pesos” como Rodolmildo e Vilson, e em relação a 2002, quando só Adão Lino o apoiou teve 515 votos. Nas três eleições, João Olimpio foi apenas coadjuvante, só votou, não fez campanha abertamente.
Maksuês Leite obteve em 2010 264 votos, apoiado pelo ex-vereador Lussivaldo Fernandes, o Lula. Pelo barulho que fez, a pompa era para mais que isso, de quebra Maksuês perdeu a eleição no estado. Ponto Negativo para quem fala em ser candidato a prefeito um dia.
Wallace Guimarães teve 117 votos em 2010, em 2006 ele teve 5 votos. Detalhe quem o apoiou não assumiu publicamente a campanha, nem no carro tinha adesivo, mas é um político acostumado a comprar votos de “inocentes” em suas eleições de vereador.
Luiz Marinho em 2010 obteve 95 votos, apoiado pela “grande liderança” Ordemilton, Drº Eltron, Revair, filho de João Olimpio, Jajá, etc. Todos juntos conseguiram “amealhar” apenas 95 votos, para quem diz querer ser candidato a vereador, foi um tiro pela culatra, demonstraram muita fraqueza. Os votos dados ao deputado Federal não devem ser computados a eles, em função do trabalho do parlamentar na cidade, como os recursos das casas do conjunto habitacional, porque como estavam trabalhando voto casado para Luiz Marinho e Valtenir os dois deveriam ter tido a mesma quantidade dos votos, caso estes tivessem força eleitoral. Sem contar que apoiaram um candidato à estadual que não tem nenhuma ligação com a cidade. A conversa é de que teriam tido benefícios particulares.
A estadual Teté Bezerra teve 90 votos com apoio de Diógenes Amaral e o advogado Ruberley Gomes. O Federal Carlos Bezerra pulou de 30 em 2006 para 180 votos em 2010, tendo os dois como principais articuladores de campanha.
Sebastião Rezende teve 74 votos em 2010 contra 34 em 2006, são os votos dos fiéis da Assembléia de Deus, que subiu cerca de 100% de uma eleição para outra, mas ainda muito tímido o crescimento.
Sérgio Ricardo em 2006 conseguiu 6 votos e em 2010 foram 60 votos. Detalhe não se tem noticias de quem tenha assumido sua campanha na cidade.
Carlos Carlão foi apoiado por um dos irmãos do ex-vereador Gerson Dias, que é funcionário da Secretaria Municipal de Educação da prefeitura de Cuiabá, obteve em 2010 12 votos, em 2006 teve apenas um voto.
Chica Nunes apoiada em 2006 pelo então vereador Sérgio Batateiro obteve 141 votos contra 21 votos em 2010. Detalhe, nesta última, Sérgio Batateiro não assumiu o comando da campanha da deputada em Nortelândia. Ela perdeu a eleição talvez pelos escândalos envolvendo seu nome depois de ocupar a presidência da Câmara de Cuiabá.
Coronel Pery Taborelli teve 9 votos, possivelmente apoiado pelos policiais militares de Nortelândia.
A senadora e candidata a federal, que amargou derrota, apoiada pela Secretária Municipal de Educacão Marlene Júlia e profissionais da educação obteve apenas 154 votos (2010).
O federal Wellington Fagundes, apoiado em 2006 pelo ex-prefeito Rodolmildo obteve 421 votos, nesta eleição chegou à marca dos 721 votos, sendo o mais votado. Ou seja, fazendo uma média entre os votos obtidos por ele em 2006 e 2010, o ex-prefeito Rodolmildo Rodrigues Silva, possui hoje, em média, numa disputa 600 votos.
Outro federal Homero Pereira obteve em 2006 423 votos, apoiado pelo então candidato Neurilan Fraga, nesta eleição ele obteve 620, um crescimento pequeno. Neurilan só não deu mais voto a ele porque dividiu seu grupo entre os também federais Carlos Bezerra, Pedro Henry, Serys Marli, Ságuas Moraes, Eduardo Moura, entre outros. O contrário aconteceu em relação a Deputado Estadual, que ele fechou questão em torno do Zé Domingos, resultado este teve mais votos que na eleição anterior.
O federal Eliene Lima, apoiado pelo ex-vereador Meck conseguiu sair de 73 votos em 2006 para 161 votos em 2010. Fazendo comparações com eleições anteriores, o ex-vereador tem em média numa disputa 160 votos.
O federal Eduardo Moura teve em 2006, 25 votos, e nesta eleição apoiado pelo vereador Luis Garcia, que não fez campanha, verdade seja dita, deu ao empresário 86 votos.
Balanço
Assim fechamos uma comparação em relação as duas ultimas eleições, em alguns casos arriscamos alguns comentários, em outros deixamos para livre interpretação do internauta.
Mas a verdade, é que muita gente que “arrotava bagaço” acabou tendo que engolir tudo de volta. Muitos deixaram de apoiar nomes com maior ligação com a cidade, em detrimento de interesses particulares, escusos, diga-se de passagem.
Vários nomes poderiam ter sido escolhidos, que possuem histórico de ajuda ao município, como Wellington Fagundes, Homero Pereira, Serys Marli, Carlos Bezerra, Valtenir Pereira, Pedro Henry e Júlio Campos, por exemplo. Sendo que o que mais ajudaram a cidade foram Wellington Fagundes, Carlos Bezerra, Pedro Henry, Homero Pereira, Serys Marli e Valtenir Pereira, exatamente nesta ordem. Mas o povo deveria ter reconhecido mais Carlos Bezerra, Wellington Fagundes, Pedro Henry e Homero Pereira.
Para estadual, sem discussão, até pelo fato de terem cordão umbilical com Nortelândia, Wagner Ramos e José Domingos, sem contar que ajudaram muito a cidade neste mandato, sendo porta vozes junto ao Governo do Estado. Fora os dois, o Deputado Riva, também tem um histórico positivo com a cidade, e deveria ter sido uma alternativa depois de Wagner Ramos e José Domingos. Mas o que vimos foi aparecer “paraquedistas” como Maksues Leite, Luiz Marinho, Wallace, Sebastião Rezende, Guilherme Maluf, Alexandre Cesár, Chica Nunes, entre outros
Balanço III
Os candidatos que tiveram menos votos que em eleições anteriores, precisam avaliar melhor sua forma de atuar politicamente, os que perderam as eleições também devem tirar um raio-x do resultado das urnas com o objetivo de aprender mais sobre o povo. Os que tiveram mais votos, como Riva, Wagner Ramos, Wellington Fagundes, Valtenir Pereira, Sérgio Ricardo, Homero Pereira, por exemplo, devem receber o resultado com humildade, avaliar profundamente as causas dessa superação e manter um estreito laço de aproximação com os eleitores.
Eleições de 2010 mostram a queda dos tradicionais
A eleição de 2010 em Mato Grosso ficou marcada pela derrota de políticos conhecidos na tentativa de chegar a Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Figuras antes consideradas expressivas e com potencial de aumentar suas participações em eleições futuras começarão 2011 enfraquecidas politicamente.
Serys - Eleita em 2002 primeira mulher para representar o Estado no Senado, a petista Serys Marly foi preterida no próprio partido para concorrer a reeleição e, após resistir a proposta, lançou-se candidata a deputada federal. Embora tenha atingido a 6ª maior votação com 78.543, perdeu a vaga pelos critérios de proporcionalidade.
Telma - A deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB), que herdou o espólio político de Dante de Oliveira (já falecido), não conseguiu se reeleger e atingiu votação inferior a que obteve em 2006. São 65.523 contra 76.770 votos de quatro anos atrás A parlamentar era considerada um dos principais nomes do partido para concorrer a Prefeitura de Cuiabá em 2012.
Maksuês - O mesmo ocorre com o deputado estadual Maksuês Leite (PP). Eleito em 2006 o mais jovem integrante da Assembleia Legislativa, não conseguiu liderar a disputa sequer em seu reduto eleitoral: Várzea Grande.
Júlio Campos - Curiosamente, em 2008 o parlamentar liderava no município as pesquisas de intenção de voto para prefeito e desistiu da disputa para apoiar seu antes arqui-inimigo Julio Campos (DEM). A partir deste episódio, uma parcela da população passou a rejeitá-lo, o que explica em parte seus 13.810 votos nesta eleição.
Chica Nunes - De família tradicional de Cuiabá, a deputada estadual Chica Nunes (DEM) também não estará mais na cena política a partir de 2011. Acusada de participação em esquemas de desvio de R$ 6,3 milhões enquanto presidia a Câmara Municipal de Cuiabá, sua atuação na Assembleia Legislativa foi marcada pela apresentação do projeto de lei que instituía o Dia Estadual dos Amantes do Flash-Back, o que foi vetado pelo ex-governador Blairo Maggi (PR). Eleita em 2006 com 27.648 votos, conquistou desta vez somente 9.467.
Alexandre César - Considerado uma das novidades da política mato-grossense, o petista Alexandre Cesar viveu seu melhor momento em 2004 quando concorreu o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, porém, perde a segunda eleição para deputado estadual e deverá se conformar com a suplência, o que seus 20.113 votos lhe permitiu. O deputado federal Carlos Abicalil também sai de cena a partir de 2011 após enterrar projeto de chegar ao Senado. Apesar do discurso de aliado do presidente Lula, chegou em terceiro lugar na disputa com 533.280 votos e, em Cuiabá, maior colégio eleitoral de Mato Grosso, ficou em quinto lugar, atrás até mesmo do Procurador Mauro (PSOL).
Wilson Santos - Uma das derrotas mais emblemáticas é a do tucano Wilson Santos. Ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e prefeito eleito de Cuiabá por duas vezes, chegou a ser considerado "sucessor natural" do ex-governador Dante de Oliveira, sobretudo quando conquistou um novo mandato à frente do Palácio Alencastro em outubro de 2008. Um ano antes da eleição, liderou várias pesquisas de intenção de voto na corrida ao Palácio Paiaguás, porém, amargou o terceiro lugar com 245.557 votos.
(Rafael Costa – A Gazeta)
Derrotados tentam se justificar
A senadora Serys Marly atribuiu sua derrota nas urnas a deputada federal e candidato derrotado ao Senado Carlos Abicalil. "Houve uma postura intransigente para ser candidato ao Senado que prejudicou o relacionamento com eleitores e a própria militância. Em momento algum percebi nas ruas que Abicalil poderia sair vitorioso, o que se confirmou. Ainda não tenho projetos futuros e minha preocupação é concluir bem o mandato de senadora". Abicalil informou que futuramente dará uma resposta a respeito do seu desempenho eleitoral.
A deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB) revelou que não esperava a derrota e tem seu futuro político incerto. "Sempre estive bem pontuada na preferência do eleitor, mas, quem entra na disputa política sabe que pode ganhar ou perder e respeito o jogo democrático".
O deputado estadual Maksuês Leite (PP), conhecido por patrocinar programas sociais, lamenta a perda do mandato a partir de 2011. "A população não entendeu minha maneira humilde de fazer política. Mas a vida segue e vou tocar outros projetos".
(Rafael Costa – A Gazeta)
Tapa na cara
A vitória do ex-procurador Pedro Taques ao Senado da República e com expressiva votação, representa um verdadeiro "tapa na cara" da classe política do Estado. Ele fez toda campanha atacando e desmoralizando os políticos.
Prometeu ser combativo no Congresso Nacional contra os corruptos. Acabar com a imunidade parlamentar. Enfim, passou a ideia que poderá fazer tudo sozinho e isto é impossível. Não fez nenhuma proposta para Mato Grosso e se elegeu pelos ataques aos políticos. Ou seja, sua eleição foi conceitual, pois ninguém acredita em políticos. (Aparte – A Gazeta)
Poucas & Boas
A venda de soníferos nas farmácias aumentou nas últimas horas. É que alguns dos eleitos poderão perder seus mandatos.
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Zégalo. Este é o apelido do senador eleito Pedro Taques (PDT), que após ter confirmado sua vitória fica mandando recado para seus adversários políticos. "Eles vão ter que me engolir", igualzinho o técnico Zagalo.
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O prefeito de Chapada dos Guimarães, Flávio Daltro, adotou uma medida inusitada. Pediu aos secretários e comissionados que mantenham seus cargos a disposição porque vai enviar a Câmara proposta de redução.
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Daltro vai se basear na aprovação popular dada aos seus secretários. Quem estiver em baixa será substituído e sem chorôrô, já imaginou se a moda pega?
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Não há como negar que o eleitor está se conscientizando do voto a cada eleição.
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Prova disso é que muitos derrotados nas urnas são figuras convencidíssimas.
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Chica Nunes, por exemplo, é acusada de desviar recursos quando era presidente da Câmara de Cuiabá. Foi eleita deputada em 2006 e agora amargou uma enorme derrota.
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Outro candidato derrotado é Maksuês Leite (PP), eleito em 2006 e agora perdeu.
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Maksuês era o provável eleito a prefeito de Várzea Grande em 2008, mas resolveu desistir (não se sabe o porquê) para apoiar Júlio Campos, que perdeu em 2008 e, agora, Maksuês. (A Gazeta)
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