Depois de muitos anos, um assunto polêmico volta a ser discutido pela sociedade: o aborto. Diz a Bíblia que só Deus tem o direito de tirar a vida, não o homem.
E, aproveitando este momento da democracia brasileira, onde dentro de alguns dias estaremos exercendo a cidadania de escolher para os próximos quatro anos os nossos futuros representantes nas esferas estaduais e federais, gostaria de expor o que penso sobre este tema.
Primeiro dizer que sou uma pessoa temente a Deus. Durmo todos os dias com a minha consciência tranqüila, mas sei que sempre poderia estar fazendo algo a mais. Mas não é isso que me preocupa, e sim o fato da exploração de um texto durante um período como esse de campanha eleitoral.
Alguns políticos são contra, outros, ou quase poucos, são a favor do aborto. O aborto virou palanque ou plataforma política para aqueles que são contra e usam como tática para desmerecer quem é a favor. Repúdio esse tipo de argumento político. Um tipo de discussão que não avança, e que ganha espaço para baixarias no programa eleitoral.
Mas a pergunta que faço é: quem tem o direito de escolher sobre a vida de quem tem a decisão de optar entre o aborto ou não?
Sobre isso, eu gostaria de dizer que não sou contra e muito menos a favor do aborto. Recentemente uma decisão do Governo Federal provocou repercussão sobre o fato dos pais serem ‘proibidos’ de darem as famosas palmadas nos filhos. Um governo que mal consegue honrar os seus compromissos na saúde, educação ou segurança, agora quer se meter dentro da minha casa. Graças a Deus, levei sim algumas palmadas, assim como muitos amigos também. Ninguém ficou traumatizado por causa disso, mas hoje vivem assustados com as condições de vida que levamos por causa da insegurança pública, falta de saneamento, de escolas e, principalmente, de políticos sérios e bem intencionados, de leis ultrapassadas, e que na maioria das vezes são pouco aplicadas.
Por isso, acho que este assunto deve ser tratado em outro momento. Tem muitos candidatos oportunistas que querem fazer dessa situação um circo de horrores. Acho que não é esse o caminho. Aborto é uma coisa séria, e que merece ser tratado com responsabilidade. Por isso, o tema deve ser muito bem discutido com a sociedade, e que seja usado o máximo de bom senso para uma decisão feliz.
Sobre as eleições, acho que estamos cansados de ouvir e ver na imprensa que jovens estão morrendo por causa das drogas, estão sendo assassinados, pessoas morrendo nas filas dos hospitais, e a corrupção política que se tornou uma doença incurável neste país.
Nestas eleições, temos de pensar direito e votar consciente em candidatos que realmente tenham compromissos e propostas para resolver os problemas do nosso povo. Não podemos votar em políticos que fazem da política um balcão de negócios. São esses tipos de políticos que transformam o sonho, o nosso futuro em um grande aborto.
Abdalla Zarour é jornalista em Cuiabá 10 de setembro de 2010
O aborto e as eleições
Depois de muitos anos, um assunto polêmico volta a ser discutido pela sociedade: o aborto. Diz a Bíblia que só Deus tem o direito de tirar a vida, não o homem.
E, aproveitando este momento da democracia brasileira, onde dentro de alguns dias estaremos exercendo a cidadania de escolher para os próximos quatro anos os nossos futuros representantes nas esferas estaduais e federais, gostaria de expor o que penso sobre este tema.
Primeiro dizer que sou uma pessoa temente a Deus. Durmo todos os dias com a minha consciência tranqüila, mas sei que sempre poderia estar fazendo algo a mais. Mas não é isso que me preocupa, e sim o fato da exploração de um texto durante um período como esse de campanha eleitoral.
Alguns políticos são contra, outros, ou quase poucos, são a favor do aborto. O aborto virou palanque ou plataforma política para aqueles que são contra e usam como tática para desmerecer quem é a favor. Repúdio esse tipo de argumento político. Um tipo de discussão que não avança, e que ganha espaço para baixarias no programa eleitoral.
Mas a pergunta que faço é: quem tem o direito de escolher sobre a vida de quem tem a decisão de optar entre o aborto ou não?
Sobre isso, eu gostaria de dizer que não sou contra e muito menos a favor do aborto. Recentemente uma decisão do Governo Federal provocou repercussão sobre o fato dos pais serem ‘proibidos’ de darem as famosas palmadas nos filhos. Um governo que mal consegue honrar os seus compromissos na saúde, educação ou segurança, agora quer se meter dentro da minha casa. Graças a Deus, levei sim algumas palmadas, assim como muitos amigos também. Ninguém ficou traumatizado por causa disso, mas hoje vivem assustados com as condições de vida que levamos por causa da insegurança pública, falta de saneamento, de escolas e, principalmente, de políticos sérios e bem intencionados, de leis ultrapassadas, e que na maioria das vezes são pouco aplicadas.
Por isso, acho que este assunto deve ser tratado em outro momento. Tem muitos candidatos oportunistas que querem fazer dessa situação um circo de horrores. Acho que não é esse o caminho. Aborto é uma coisa séria, e que merece ser tratado com responsabilidade. Por isso, o tema deve ser muito bem discutido com a sociedade, e que seja usado o máximo de bom senso para uma decisão feliz.
Sobre as eleições, acho que estamos cansados de ouvir e ver na imprensa que jovens estão morrendo por causa das drogas, estão sendo assassinados, pessoas morrendo nas filas dos hospitais, e a corrupção política que se tornou uma doença incurável neste país.
Nestas eleições, temos de pensar direito e votar consciente em candidatos que realmente tenham compromissos e propostas para resolver os problemas do nosso povo. Não podemos votar em políticos que fazem da política um balcão de negócios. São esses tipos de políticos que transformam o sonho, o nosso futuro em um grande aborto.
Abdalla Zarour é jornalista em Cuiabá
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