Pelo menos 70% dos candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados da coligação Jonas Pinheiro (PSDB, DEM e PTB) e da Frentinha (PTB e mais cinco partidos) abandonaram as campanhas de Wilson Santos (PSDB) ao governo de Mato Grosso e do advogado Antero Paes de Barros (PSDB) para o Senado.
“Cada um está cuidando de sua própria campanha e ponto final, porque a prioridade é vencer para o cargo ao qual se está disputando. Ninguém aqui vai bater palmas para louco dançar”, confidenciou o deputado estadual Gilmar Fabris (DEM), que busca a reeleição, para alguns coordenadores de sua campanha.
Fabris fez a explicação para justificar perante sua coordenação o fato de estar pedindo votos apenas para si e ao ex-senador Júlio Campos (DEM), candidato a deputado federal, líder nas pesquisas de preferência do eleitorado.
A principal revolta dos candidatos proporcionais está ligada ao fato de que praticamente 90% dos compromissos assumidos por Wilson Santos não terem sido cumpridos até o momento. “Com exceção de alguns impressos e de parcela do combustível no primeiro mês de campanha, os demais acordos foram ignorados olimpicamente”, assegura um candidato da Frentinha, que lamenta o descaso com o qual os ‘nanicos’ são tratados.
Todavia, os candidatos considerados mais fortes da coligação, tanto na disputa à Assembléia Legislativa quanto à Câmara Federal, “estão cuidando de suas próprias campanhas”, distanciando-se cada vez mais de Santos e Antero.
Dos “pesos-pesados” que postulam uma cadeira na Câmara Federal, por exemplo, com exceção do ex-governador Rogério Salles (PSDB) e de Júlio Campos (DEM), os demais estão fora da campanha de Wilson e Antero. Até mesmo a deputada Thelma de Oliveira (PSDB), que busca a reeleição, demonstra pouca empolgação com o candidato ao Palácio Paiaguás.
Com um formato híbrido, Thelma de Oliveira busca ‘colar’ sua campanha à de Antero Paes de Barros, terceiro colocado nas pesquisas para senador e identificado com seus correlegionários.
Para a Assembleia, com exceção do ex-deputado Carlão Nascimento PSDB), os candidatos com melhores perspectivas também deram ‘bye bye’ a Wilson, na última semana de agosto. Os deputados estaduais Guilherme Maluf (PSDB), Chica Nunes (DEM), Carlos Avalone Júnior (PSDB), Zé Domingos Fraga (DEM) e Joaquim Sucena, só para citar alguns, também abandonaram o palanque de Santos.
Num fim de semana, nem mesmo o deputado Dilceu Dal’Bosco (DEM), candidato a vice-governador na chapa, quis acompanhar Wilson até Água Boa. “Dilceu foi obrigado a tentar conter a rebelião no Democratas, diante da pouca afeição de seu candidato a governador em honrar compromissos assumidos”, revelou um dirigente do DEM.
Nem mesmo o senador Jayme Campos, principal cacique do DEM, consegue conter a debandada dos candidatos a deputado estadual e federal da agremiação, além de prefeitos. A maioria dos candidatos à Assembléia Legislativa da coligação Jonas Pinheiro só não pede votos para o outro candidato por temer represálias ou mesmo cassação por infidelidade partidária.
Um candidato a deputado estadual pelo PMN citou que os 100 litros de combustível semanais prometidos para cada candidato a deputado estadual da Frentinha, por exemplo, só foi repassado corretamente nos primeiros 20 dias. E, mesmo assim, por pressão do candidato a vice, Dilceu Dal’Bosco, sobre o então coordenador de Logística, Aparecido Alves Oliveira, atual coordenador de Agenda da coligação Jonas Pinheiro.
Depois disso, os candidatos a deputado estadual da Frentinha sequer foram recebidos pelos principais coordenadores de Wilson. Há pelo menos três semanas, nem perdem mais tempo de ir atrás do combustível prometido pelo ex-prefeito da Capital.
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