15 de julho de 2010

Rosário Oeste ganha fábrica de cimento

Os serviços de terraplenagem começarão a partir da liberação do Estudo de Impacto Ambiental Nos próximos seis anos, Rosário Oeste receberá investimentos no valor de R$ 800 milhões da BRC Cimento, que erguerá uma fábrica capaz de produzir 1,5 milhão de toneladas anuais no Distrito de Marzagão. A decisão foi anunciada em Cuiabá no dia 16, ao término de uma audiência que reuniu o Prefeito de Rosário Oeste, Joemil Araújo, o Governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, e executivos da companhia. O empreendimento, a ser implantado nos arredores da Fazenda São Lucas, deve gerar 1.000 empregos diretos na fase de construção e 450 empregos diretos quando a indústria estiver funcionando. Do investimento previsto, R$ 400 milhões serão desembolsados ao longo dos primeiros 18 meses e R$ 400 milhões entrarão no decurso dos cinco anos subseqüentes.Há anos a empresa vinha estudando a instalação de uma planta no Mato Grosso, cuja demanda por cimento gira em torno de 125 toneladas/mês. A escolha locacional recaiu sobre Rosário Oeste em virtude das jazidas calcárias ali existentes, que foram objeto de minucioso levantamento técnico. “Estamos abrindo nossa primeira unidade no Mato Grosso porque é o Estado mais promissor do País”, explicou o porta-voz da BRC Cimento, Felício Valarelli.O Prefeito Joemil Araújo relatou que o Governo Estadual mostrou-se bastante receptivo nas negociações com a empresa e acredita que “a fábrica modificará o perfil econômico da cidade para melhor”. Ele lembrou que Rosário atravessou um longo período de estagnação e espera que “a instalação dessa indústria, somada aos investimentos recentemente anunciados pela Marfrig, ajude a reativar a nossa economia”.Segundo fontes ouvidas pela editoria, o Governador aventou a possibilidade de conceder incentivos fiscais ao empreendimento e, nesse sentido, instou os executivos da BRC Cimento a protocolar carta-consulta junto à Sicme (Secretaria Estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia) para que esta examine a conveniência de se outorgar isenções tributárias à firma.O porta-voz da BRC Cimento informou que os serviços de terraplenagem começarão a partir da liberação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), que já foi protocolado na SEMA. A audiência pública para o debate do licenciamento ocorrerá em 9 de agosto, às 19 horas, no Cinema Municipal. Vencida esta etapa, dentro de cinco meses começarão a chegar as máquinas encomendadas da companhia belga Prago Tec, especializada em implantar esse tipo de fábrica e detentora de todos os selos internacionais de preservação ambiental.Apesar dos inegáveis efeitos positivos que o empreendimento trará para a economia do Médio Norte, deve-se ressalvar que a BRC Cimento não é uma empresa de capital brasileiro. Segundo noticiou ontem a Agência Estado, a firma recém-chegada pertence a um grupo investidores americanos que revelará sua identidade dentro de 120 dias. Ventila-se o rumor de que eles estão negociando a venda de participação majoritária ou minoritária a um sócio nacional, possivelmente a CSN, mas esta empresa não se pronunciou sobre o assunto.
Autor: Eduardo Cruz

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