21 de setembro de 2011

BOMBA...BOMBA...BOMBA

A IMPRENSA PERIÓDICA OU PARA SER MAIS EXATO, OS PEQUENOS JORNAIS DE MATO GROSSO PODERÃO SOFRER MAIS UM NOVO CALOTE...AGUARDEM MAIS DETALHES NUMA MATÉRIA EXCLUSIVA E BOMBÁSTICA.

Para onde vai a Editora Abril?

Por: Luciano Martins Costa Movimentações recentes no comando da Editora Abril, como a contratação do banqueiro Fabio Barbosa para a presidência do grupo, e a compra, pela família Civita, do complexo de cursos e publicações Anglo Latino, têm estimulado suspeitas de que o grupo estaria se preparando para desidratar o setor de revistas. Consolidada a aquisição do Anglo, por R$ 600 milhões, acertada em meados de 2010, o negócio ainda causa curiosidade entre especialistas, como deixou escapar na terça-feira (13/9) um experiente professor da Fundação Getulio Vargas. Afinal, para que a Editora Abril iria querer um sistema educacional que é na verdade uma franquia que oferece cursos e vende apostilas? Em primeiro lugar, não se trata de um negócio da Abril, mas da família Civita. Perspectivas pouco animadoras quanto aos sucessores de Roberto Civita teriam convencido o controlador do grupo editorial a investir em educação, um negócio muito mais promissor do que o de revistas. Segundo mostrou o recente encontro da associação do setor, a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas), o cenário vai levar a mudanças radicais na organização das editoras, com uma provável fragmentação dos grupos de interesse, o chamado público das revistas. A pulverização dos títulos, induzida pela necessidade de buscar recursos em nichos cada vez mais específicos, tem aumentado perigosamente a complexidade da gestão do grupo Abril. Os esforços para a qualificação de editores em técnicas de administração não têm dado resultados, simplesmente porque jornalistas, em geral, não são preparados para outra coisa que não jornalismo. Jornalistas que atuaram em outros setores da economia, em cargos de diretoria, sabem o abismo que separa seus colegas editores dos executivos oriundos das áreas financeira, industrial ou de serviços. Sem um herdeiro que possa ser qualificado como gênio, e sem ter tido a sorte de ser, ele mesmo, um clone do pai, o patriarca Victor, Roberto Civita tem poucas garantias de ver prosperar ou mesmo permanecer sua complicada rede de publicações. Mas as revistas estão acabando? Não exatamente. Mas as mudanças que estão ocorrendo no setor vão se acelerar de uma forma jamais vista antes no mercado. Títulos tradicionais vão desaparecer subitamente, e certos temas serão quase exclusivamente lidos em plataformas digitais. Na rota do Titanic Volta, então, a pergunta que foi feita aqui na última terça-feira: o que o banqueiro Fábio Barbosa foi fazer na Editora Abril? Ele já declarou aos editores que nada sabe do negócio de revistas. Mas Barbosa e Civita sabem que isso não tem a menor importância, porque ele não está na Abril para salvar as publicações – ele virou presidente do grupo para salvar o capital da família Civita. No encontro em que foi apresentado aos editores do grupo Abril, Barbosa disse que, como não conhece o setor, talvez seja capaz de fazer perguntas que os jornalistas já esqueceram. Bobagem: para fazer seu serviço, ele não precisa saber o que é uma boa pauta. Ele vai fazer o que é sua especialidade: obter o máximo de resultado financeiro no que resta de vida a alguns produtos, preparar a abertura de capital do outro negócio – o de educação – e observar a lona do circo de revistas murchar. Roberto Civita já colecionou grandes feitos em sua carreira de executivo-empresário: perdeu a TVA, vendida para a Telefonica, viu o Brasil Online ser absorvido pelo UOL e estimulou a transformação da revista Veja, que já foi um dos principais patrimônios da imprensa brasileira, em um título Murdoch. A Abril vive de um punhado de revistas sem qualquer relevância, a maioria voltada para assuntos de menor importância para as necessidades estratégicas de uma empresa do seu porte. As revistas de negócios, que já tiveram grande influência, foram transformadas em manuais de auto-ajuda para gerentes e são consideradas um dos elos mais frágeis do sistema de publicações de papel – porque os jovens executivos preferem se informar em seus aparelhos digitais e têm acesso a dezenas de alternativas setoriais no formato tradicional, como as revistas customizadas e as publicações de nicho. Do conjunto de bravos e esforçados editores não saem ideias inovadoras capazes de criar novos títulos, simplesmente porque a empresa matou, ao longo dos últimos anos, a cultura de inovação. A homogeneidade das redações desestimula a competição criativa, acomoda os profissionais, gera vícios na produção dos textos e no desenho das páginas, como pode observar qualquer leitor atento de revistas. Não há gênio humano capaz de conduzir a bom porto um transatlântico como o grupo Abril.

20 de setembro de 2011

Silval convoca deputados e apresenta projeto da Secopa

Da Redação - Laura Petraglia
O governador Silval Barbosa (PMDB) se reúne nesta terça-feira (20) com os 24 deputados estaduais, no Palácio Paiaguás, às 12 horas, onde fará apresentação do esboço do projeto de extinção da Agência Executora das Obras da Copa de 2014 (Agecopa), e de criação da Secretaria Especial da Copa do Mundo de 2014 (Secopa, aos parlamentares.A informação foi revelada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior, que junto ao presidente da Agecopa, esteve por mais de duas horas reunido com o governador na tarde de hoje (19) para deliberar sobre o assunto.Romoaldo neste momento está convocando os deputados para reunião de amanhã. “Esta Secretaria será ligada diretamente ao gabinete do governador. A responsabilidade da Copa é dele (Silval Barbosa) e chegamos conclusão que enquanto ele não estiver no comando absoluto das coisas, vamos continuar sofrendo com desentendimentos e picuinhas. Estamos há 17 dias com esse problema entre Éder e Carlos Brito, sem solução”, disse.Carlos Brito prestou esclarecimento ao Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (19), na sede da Procuradoria Geral da Justiça. Ele foi convocado para explicar a recente ‘crise’ que se estabeleceu na autarquia, diante da ‘desavença’ com o presidente Eder Moraes.A gota d’água da crise instalada na Agência Executora das Obras da Copa (Agecopa) se deu por conta de uma discussão ‘infantil’ entre o presidente e o diretor de infraestrutura da autarquia, ocorrida publicamente durante audiência na Assembléia Legislativa para discutir o modal a ser implantado na região metropolitana. Porém a briga entre os dois não é recente. Desde que Eder assumiu a presidência da autarquia, em maio deste ano, o clima pesado entre os dois é conhecido. Brito, que está na diretoria de Infraestrutura da Agecopa desde a criação da autarquia, em 2009, defendia o BRT como novo sistema de transporte a ser adotado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa. Esse modelo foi escolhido quando o senador Blairo Maggi (PR) ainda era governador. Mas no começo deste ano o governador resolveu mudar para um sistema mais moderno, o VLT.

• Governador bate o martelo e decide criar a "Secopa"

Silval quer evitar futuras crises, que podem ter repercussão negativa na gestão dos preparativos para a Copa
RAFAEL COSTADA REDAÇÃO O governador Silval Barbosa (PMDB) vai apresentar a proposta de extinção da Agecopa (Agência Estadual de Execução de Projetos para a Copa do Mundo) aos 24 deputados, em um almoço nesta terça-feira (20), no Palácio Paiaguás.Pelo projeto que será enviado ao Parlamento, será criada a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), que será submetida diretamente ao gabinete do Executivo. O objetivo de Silval é acabar com a possibilidade de novas turbulências que possam comprometer o andamento das ações para o mundial.Silval se reuniu, na tarde desta segunda-feira (19), com o líder do Governo no Parlamento, deputado Romoaldo Junior (PMDB), e sinalizou que não vai recuar da iniciativa de mudar a condução dos projetos referentes à Copa do Mundo. "Diria que [o projeto] é irreversível. A Assembleia Legislativa também está convencida de que é necessária uma urgente mudança para evitar problemas futuros", comentou o parlamentar.Em fevereiro deste ano, o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) apresentou um projeto de lei que previa a extinção da Agecopa e a criação de uma secretaria.Pela proposta, deixariam de existir as diretorias de Comunicação e Turismo, ocupadas atualmente por Roberto França e Yuri Bastos, respectivamente. Os projetos de ambos os setores seriam tocados exclusivamente pela secretarias de Estado. O deputado Romoaldo Junior afirmou que é simpático à proposta. "Defendo o enxugamento da estrutura da Agecopa. Não dá para continuar desta maneira", disse. Nos bastidores, porém, é feita uma articulação para preservar, na nova estrutura, o diretor de Comunicação, Roberto França, devido ao seu peso político.Eder tenta convencer Silval a recuarO presidente da Agecopa, Eder Moraes, compareceu no Palácio Paiaguás nesta tarde para tentar convencer o governador Silval Barbosa a recuar da ideia de extinguir a autarquia. Na verdade, trata-se de uma "última cartada", uma vez que Eder almoçou com Silval r ouviu dele que a criação da secretaria era irreversível."Se funcionar como secretaria, não haverá mudanças de impacto. Vai continuar com mesmo papel que é a responsabilidade pela execução das obras. Podemos mudar a lei de criação da Agecopa e torná-la diretamente subordinada ao gabinete do governador", afirmou Eder Moraes. Porém, a conversa não deve alcançar o resultado esperado. No Palácio Paiaguás, o comentário predominante é de que Silval Barbosa está disposto a evitar que problemas de caráter políticos na Agecopa interfiram negativamente em sua gestão. HistóricoCriada a pedido do ex-governador Blairo Maggi para ser uma autarquia que conduziria projetos visando à preparação de Cuiabá rumo a Copa do Mundo, de forma técnica e sem interferência política, a Agecopa transformou-se numa verdadeira dor de cabeça ao Estado. Primeiro, o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, entregou o cargo de presidente, alegando viver em um clima de trabalho insustentável. O episódio revelou a briga de vaidades e disputas políticas que poderiam comprometer projetos de obras milionárias. Após ter sua gestão alterada de colegiada para presidencialista e ter um terceiro diretor-presidente em um ano, veio a público o embate de Eder Moraes com o diretor de Infraestrutura, Carlos Brito. Após tentar intermediar, sem sucesso, uma conciliação de ambos, Silval não teve dúvidas em comunicar aos seus aliados que iria extinguir a Agecopa. Primeiramente, conversou por telefone na sexta-feira (16) com o líder do Governo no Legislativo, deputado Romoaldo Junior.O parlamentar, ao dialogar com colegas de bancada, percebeu que não havia resistência alguma e deu o sinal verde ao Executivo.

6 de setembro de 2011

MPF denuncia 12 por venda de sentenças e bloqueia bens de Stábile (Veja nome)

Da Redação - JM
O Ministério Público Federal propôs uma ação civil pública por improbidade administrativa contra doze pessoas envolvidas no suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), quando foi deflagrada a Operação Asafe, em 2010. O MPF também pediu a indisponibilidade dos bens, imóveis e veículos do desembargador Evandro Stábile, ex-presidente do TRE e o ex-juiz eleitoral Eduardo Henrique Migueis Jacob, além do afastamento dos cargos. Também foram citados como envolvidos no esquema os ex-juízes eleitorais Renato Viana e Maria Abadia, além da segunda colocada nas eleições municipais de Alto Paraguai Diane Vieira de Vasconcellos e o marido dela Alcenor Alves de Souza, informou a assessoria do MPF. Na ação, os procuradores da República da 3ª Vara destacam que “tão importante quanto a transparência e imparcialidade das decisões judiciais, temos a conduta extra-autos dos magistrados eleitorais, dos se quais espera uma conduta exemplar e proba, digna da elevada função estatal exercida, afastada de qualquer tendência política ou de eventuais influências econômicas dos candidato.” A ação é resultado da operação da Polícia Federal, que teve início no segundo semestre do ano de 2009, quando o MPF apurou as suspeitas de crimes de exploração de prestígio praticado por pessoas que se apresentavam como intermediadoras de alguns juízes do TRE que, a pretexto de conseguir decisões judiciais favoráveis, mediante o pagamento de propina das partes interessadas. Quando foi constatada a participação dos magistrados, que gozavam foro privilegiado, toda a documentação foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quem cabe a competência de apurar e julgar crimes cometidos por magistrados. Após o oferecimento de denúncia por um sub-procurador-geral da República perante o STJ é que houve compartilhamento de provas para a instrução da Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa contra os envolvidos perante a Seção da Justiça Federal em Mato Grosso. A Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso descreve que a forma de atuação da organização tinha o objetivo de negociar sentenças do TRE para manter Adair José Alves Moreira afastado do cargo de prefeito de Alto Paraguai depois que ele teve o mandato cassado pela Justiça Eleitotal (7ª Zona Eleitoral). Para manter o prefeito cassado afastado do cargo e empossar a segunda colocada nas eleições Diane Vieira de Vasconcellos, foram cometidos atos ilegais para minar todas as tentativas de recursos do prefeito cassado na tentativa de reaver o cargo. A origem do dinheiro usado para o pagamento pelas decisões judiciais favoráveis aos interesses de Diane e Alcenor era os cofres públicos municipais. Os pagamentos eram feitos por meio de contas bancárias de empresas e de um servidor municipal de Alto Paraguai. Apesar de ambos já terem sido afastados da atuação no TRE em 17 de junho de 2010, devido a uma decisão cautelar na esfera criminal, o MPF pede uma decisão judicial na esfera cível que os mantenha afastados. Confira os envolvidos: 1.Evandro Stábile, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral
2.Eduardo Henrique Migueis Jacob, ex-juiz eleitoral do TRE
3.Maria Abadia Pereira de Souza Aguiar, advogada e ex-juíza eleitoral do TRE
4.Renato César Vianna Gomes, advogado e ex-juiz eleitoral do TRE
5.Phellipe Oscar Rabello Jacob, filho do ex-juiz eleitoral Eduardo Jacob
6.Diane Vieira de Vasconcellos Alves, candidata ao cargo de prefeita, em A. Paraguai
7.Alcenor Alves de Souza, marido de Diane Vieira Vasconcellos Alves
8.André Castrillo, advogado
9.Wadson Ribeiro Rangel, servidor municipal de Alto Paraguai
10.Bruno Alves de Souza, sobrinho de Alcenor e Diane
11.Eduardo Gomes da Silva Filho, advogado
12.Luiz Carlos Dorileo de Carvalho

16 de agosto de 2011

VOLTAREMOS LOGO E COM FORÇA TOTAL...AGUARDEM!!!!!

O responsavel pelo Blog Correio dos Municipios, Samuel Levy, pede desculpas aos seus leitores pelo tempo que ficou sem postar matérias novas e avisa que logo voltará com força total.

12 de julho de 2011

Depoimento de Pagot ao Senado foi técnico e óbvio

Diretor do DNIT fala com clareza e responde a todas as perguntas sempre se atendo a área técnica.

Agência Senado

com REDAÇÃO - CDM

Denúncias, ataques, "homem-bomba" não, nada disso aconteceu. O depoimento de Luiz Antônio Pagot, diretor do DNIT em férias, foi técnico e óbvio. A expectativa, de que ele em seu depoimento voluntário, diga-se de passagem, atacaria ministros e revelasse fatos que poderiam constranger até mesmo a presidenta Dilma Rousseff (PR), não passou de conversa fiada.

Mostrando uma boa performance, e tranqüilo, Pagot defendeu sua gestão, o Ministério dos Transportes e o governo federal. Em dados momentos, admitiu que há falhas no DNIT, mas que defende a apuração e a correção de rumos. "Não concordamos com tudo o que o Tribunal de Contas da União diz",afirmou Pagot.

Na audiência que durou aproximadamente cinco horas e meia, ele também negou todas as informações veiculadas pela revista Veja e por outros veículos de imprensa. "É conversa mole pra boi dormir", disse, sobre a informação de uma fonte da revista, que disse que ele recebia envelopes de dinheiro em seu quarto de hotel. Apesar disso, ele afirmou que não irá processar judicialmente os veículos que o citaram.

Confira os principais trechos do depoimento de Pagot ao Senado

O diretor-geral do DNIT acaba de chegar ao Senado Federal para prestar depoimento. Ele foi saudado como "ex-diretor" do órgão. "A reunião tem por objetivo ouvir os esclarecimentos com relação às denúncias publicadas pela revista Veja, sobre esquema de superfaturamento de obras no Ministério dos Transportes", disse a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).

Senador espera que Pagot seja franco

O senador Álvaro Dias, do Paraná, usou a palavra antes de Pagot começar a falar. "Sei da sua personalidade forte e que dirá a verdade, é o que esperamos. Existe a crença de que a falta de compromisso do depoente o isenta de prestar contas à Justiça se seu depoimento for falso. Isso não é verdade. Já há jurisprudência no STF. Mesmo numa reunião como essa, em que não há prestação de compromisso, mesmo nessa circunstância, não há como isentar o depoente de dizer a verdade e não se calar, sob pena de prestar contas à Justiça", disse.

Pagot começa a falar criticando a imprensa

Luiz Antônio Pagot iniciou sua fala, questionando reportagens veiculadas na imprensa. Sem citar nomes, ele faz referência às matérias veiculadas pela Revista Veja. "Quero refutar todas as acusações que são feitas a minha pessoa. Fiz questão de vir ao Senado e Câmara para fazer uma defesa do Dnit. Também preciso fazer uma manifestação inicial sobre matérias veiculadas na imprensa. A maioria absoluta eu não me pronunciei. Ou sequer estive nos locais onde elas citavam que eu estive", afirmou.

Depois disso, ele iniciou uma apresentação técnica do órgão, destacando a estrutura administrativa e o regimento interno. Ele continua a apresentar o DNIT.

Mostrando pouco ou nenhum interesse no assunto os Senadores não prestam atenção à fala inicial de Pagot.

A maioria dos senadores presentes à reunião analisa documentos e conversam enquanto Pagot faz suas considerações e defende o DNIT. Outros falam ao telefone celular. Poucos prestam a devida atenção ao que ele fala.

Taques se mostra animado e pode "dar prensa"

O senador Pedro Taques (PDT), que promete polemizar durante a reunião, se mostra animado. Há pouco, ele estava conversando com senadores ao seu lado e sorrindo. Pré-candidato ao governo em 2014, a expectativa é que ele "dê uma prensa" em Pagot.

Pagot diz que CGU abre 300 processos internos por ano

A Controladoria-geral da União, segundo Pagot, abre cerca de 300 processos internos sobre investigações de processos licitatórios de obras do Dnit. Ele também frisou que a auditoria interna do órgão também trabalha na fiscalização, assim como o Tribunal de Contas da União (TCU) que abre mais de 50 processos por anos.

"Dnit é um órgão extremamente fiscalizado. Extremamente controlado. Para fazer frente a esse controle, criamos um núcleo sistêmico com técnicos, contadores e advogados", argumentou Luiz Antônio Pagot

Licitações eram falhas quando entrei no Dnit, diz Pagot

Luiz Antônio Pagot também explicou que quando assumiu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) encontrou falhas graves nos processos licitatórios. A primeira ação, segundo o republicano, foi a criação de um edital padrão, fiscalizado pela CGU e TCU. "Criamos o edital padrão que permitiu agilização dos processos licitatórios. Isso contribuiu para que muitas obras do PÀC estivessem em fase final", garantiu Pagot.

Segundo ele, quando assumiu o órgão trabalham na consultoria de projetos 9 empresas. "Hoje são mais de 50 empresas", ponderou. Ele também afirmou que 90% do serviço ficavam na mão de 60 empresas. "Hoje, trabalham mais de 300 empresas. Licitações são feitas pelo critério preço, exceto consultoria que os requisitos são técnica e preço", disse o diretor-geral do Dnit.

Imprensa nacional comparece em peso

A imprensa nacional comparece em peso à reunião no Senado. As principais emissoras de TV do país, como Record, Globo, Band e SBT acompanham as palavras de Pagot. Os chamados grandes jornais também fazem a cobertura: Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, o Globo são alguns.

Diretor-geral afastado insinua discurso incisivo sobre a CGU e o TCU

O diretor-geral afastado do Dnit também deixou claro em seu discurso inicial que pretende falar amplamente sobre os mecanismos de controle e fiscalização das obras do órgão. Ele citou a Controladoria-geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Ao citar esses dois órgãos na apresentação da estrutura do Dnit, Pagot ponderou que fará uma explanação específica sobre a CGU e o TCU.

Taques e senador do PSOL sentam lado-a-lado e conversam durante fala de Pagot

O senador Pedro Taques (PDT) está acompanhando a audiência com o Luiz Antônio Pagot. Na sala da Comissão de Serviços de Infraestrutura, o pedetista sentou ao lado do senador Marinor Brito (PSOL-PA), tido como um dos mais "exaltados" representantes da oposição ao governo Dilma Rousseff (PT). Os dois constantemente conversam durante a fala de Pagot.

Senador de oposição reclama da fala de Pagot

O senador tucano Álvaro Dias pediu a palavra para reclamar da fala de Pagot. " Já perdemos um bom tempo com essa exposição sobre o DNIT. Queremos ouví-lo sobre outras questões, que dizem respeito à aplicação de recursos pulbicos no Ministério dos Transportes. Imagino que seja a hora de começar realmente o que interessa", disse.

Pagot fala como se não fosse sair do cargo

Luiz Pagot está falando como fosse continuar frente ao DNIT, e não ser demitido após voltar de férias, como disse a presidente Dilma Rousseff. "Devemos iniciar a duplicação da BR-163. São obras importantíssimas para Mato Grosso e para diminuir o preço do frete", disse.

Senador tucano quer saber situação funcional e relação de Pagot com empreiteira

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) questionou a situação funcional de Luiz Antônio Pagot no Dnit. "O senhor estaria de férias. Há notícias de que o senhor tirou férias a pedido da ministra Gleysi Hoffman. E depois a notícia de que ela teria ficado irritada com isso", questionou.

Ele também questionou as indicações políticas dos diretores do órgão. Ele também lembrou a reportagem "Mensalão do PR", da Revista Veja. O tucano quis saber se a reunião com a presidente Dilma citada pela reportagem foi motivada por alguma cobrança que já havia sido feita pelo governo anteriormente.

Nunes também citou uma reportagem do jornal O Globo, onde mostra a centralização de obras em algumas empreiteiras. Ele também questionou a influência do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na liberação dos recursos para realização de obras. Ele também questionou se Pagot tem alguma ligação com os donos da empreiteira Sanches Tripoloni. "Queria saber também como está a obra da BR-010", finalizou o tucano.

Pagot diz que está de férias

"Sobre minha situação funcional, estou de férias. Fiquei com a saúde debilitada, e cinco dias internado no Einsten, então o ministro concordou que eu tirasse férias de 4 a 21 de julho, não teve alteração. No dia 04 eu nem ia ao DNIT. No sábado à tarde, o ministro Alfredo Nascimento me comunicou da reportagem da Veja e disse que tomaria providências, e que eu aguardasse em Brasília, que Dilma tinha determinado afastamento de todos os citados. Só fui ao DNIT na segunda-feira por isso. Não desrespeitei ninguém ou descumpri ordem. Estou de férias", disse.

Pagot diz que ministério não está descontrolado

Questionado sobre critérios de nomeação de diretores, Pagot disse que tem informações de que vários diretores são de indicação política. "Uns tem vinculação partidária, outros não. Eu especificamente tenho vinculação ao Partido da República. Tudo no DNIT é aprovado por colegiado, por unanimidade. Ele disse não acreditar que o Ministério dos Transportes esteja esteja descontrolado. Sempre respondemos aos questionamentos aos órgãos de controle".

Pagot não responde sobre partidos, mas nega uso do Dnit para beneficiar PR

Sobre o uso do órgão para financiar campanhas políticas, Pagot disse que não pode responder pelos outros partidos que compõem o governo. Mas, garantiu que o PR não utilizou o Dnit para cooptar para buscar dinheiro para seus cofres. Entretanto, o republicano não se aprofundou no tema e rapidamente mudou de assunto.

"Conheço todos os empreiteiros do Dnit porque faço reuniões", justifica Pagot

Pagot afirmou que conhece praticamente todos os diretores de empreiteiras que prestam serviços ao DNIT. Segundo ele, esse fato é justificado pela realização de reuniões sistêmicas periódicas durante andamento e planejamento de obras.

"Chego a ter 70, 80 pessoas no meu gabinete para discutir as obras. Fiz inúmeras reuniões. Várias delas eu convido a CGU, o TCU", explicou.

Pagot "pega leve" com ministro

O temor do Palácio do Planalto de que Luiz Pagot fosse expor ministros do governo Dilma Rousseff foi frustrado. "O ministro Paulo Bernardo nunca me pediu ou exigiu nada. Nem obras em Maringá, que é sua cidade. Quem falava comigo era o prefeito", disse.

Pagot diz que reunião com presidente Dilma foi respeitosa

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) refez o questionamento sobre a reunião com a presidente Dilma citada pela Revista Veja, onde ela teria dito que os líderes do Ministério dos Transporte, Dnit e Valec precisavam de "babás". O tucano quis saber como foi, de fato, o encontro com a petista e se realmente houve uma cobrança enérgica por parte da presidente.

Pagot respondeu que diversas reuniões do comitê gestor das obras do PAC são realizadas periodicamente. Segundo o republicano, nesses encontros, há diversos do embates. Mas, segundo eles, a reunião com a presidente Dilma foi muito respeitosa. Ele minimizou as frases publicadas pela Revista Veja e sugeriu que a fala da presidente foi colocada de maneira jocosa.

Ele garantiu ter respondido todos os questionamentos da presidente. "Não é verdade que nós não respondemos. Nós respondemos ponto por ponto a presidente", afirmou.

O ex-governador e senador Blairo Maggi agradeceu a Pagot pela disposição de ir ao Senado e elogiou sua história. Maggi foi enfático na defesa. "Eu o conheço de muitos anos, acompanho a sua trajetória de vida, desde o tempo da Marinha, e depois foi trabalhar na vida privada e meu pai teve o privilégio de conhecer o senhor", disse.

Maggi diz que Lula convidou Pagot para o DNIT

"O senhor tem um conhecimento vasto de infra-estrutura e, por isso, foi convidado por Lula. Lembro bem o que era o DNIT , não tinha projeto, direcionamento, metas a ser atingidas. É claro que as coisas mudaram por causa do PAC, que deu direcionamento, responsabilidades e metas.

Maggi diz que Pagot revolucionou setor em Mato Grosso

"Sou reconhecedor do trabalho que você fez , não só no DNIT, mas como secretário de Infra-estrutura em Mato Grosso. Criamos o maior programa de pavimentação naquele momento. O que fizemos, de 2003 a 2006 em estradas, foi mais que o governo fez no mesmo período. Conheço muito bem o seu trabalho e quero fazer esse reconhecimento público.", disse Maggi.

Maggi afirma que há "muita confusão" em informações na imprensa

"Nessa semana, fiquei participando do assunto e há uma grande confusão nas informações que são colocadas. As coisas nascem do nada e viram verdade. É muito complicado. Por isso, pedi que você viesse hoje esclarecer os fatos. A impressão que fica é que qualquer político pode chegar no DNIT e substituir a obra, tirar empreiteira, colocar outra. O governo tem regras, procedimentos, e quero crer que vocês seguiram as regras no DNIT", disse Maggi.

O senador Maggi, como esperado, muito calmo e sempre tranquilo nas suas palvras fez sua pergunta. "O que é a mudança de escopo numa obra e o que é superfaturamento? Por que uma obra começou com R$ 700 milhões e virou mais de 1 bilhão. Por que isso acontece? Quais são os pontos que levam a isso?".

Pagot diz que aditivos acontecem pela demora de licitação e licenças ambientais.

Luiz Antônio Pagot disse acreditar que a questão de sobrepreço nas obras do Dnit é muito menor do que vem sido ventilado pela imprensa. Sobre os aditivos de contrato, Pagot explicou que as obras têm parâmetros definidos. Entretanto, ele destacou que a demora nas licitações e liberações de licenças fazem com que o projeto executivo se torne diferente do projeto básico.

"Obras demoram três a quatro anos para serem licitadas. Por que? Porque demorou o processo licitatório, a licença ambiental e outros fatores. Então, o desgate é maior, a jazida do projeto se exariu porque foi utilizada em outras obras. Aí existem os aditivos necessários", argumentou.

Ele também explicou que o número de fiscais do Dnit que trabalham in loco ainda é insuficiente. "Número de fiscais ainda é aquém do ideal para o Dnit. Cada fiscal fica responsável por 800 quilômetros de rodovia", justificou Pagot.

Senador tucano diz que modelo é "promíscuo" e Pagot pode virar "bode expiatório"

O senador Álvaro Dias perguntou a Pagot quem são os responsáveis "por esse modelo promíscuo que se instalou no Ministério dos Transportes". "Me perdoe a contundência. Não há no Brasil nenhum cidadão de bem que não esteja indignado. Há uma tentativa de transformá-lo em bode expiatório, o único culpado por tudo o que aconteceu".

"Quem determinava? A voz de comando partia de onde para que aditivos fossem concedidos? É uma coincidência que empresas beneficiadas são as que mais doavam a campanhas políticas, inclusive da presidente Dilma? Quem participou desse modelo, quem são os beneficiados?", questionou.

Pagot nega que tenha feito referência à campanha de Dilma e volta a criticar imprensa

Pagot afirmou que tem sido vítima da imprensa, ao ver publicado coisas que não falou. "Muitas palavras foram colocadas na minha boca. Palavras que não disse. Muitas afirmações que foram atribuídas a minha pessoa, que sequer eu pensei. Encontro com partidos, com ministros. Me colocaram em locais que eu não tive", afirmou.

Sobre o fato de empresas beneficiadas com aditivos serem, na maioria, doadores de campanha, Pagot afirmou que discorda de tal entendimento. Sem citar nomes ou valores, ele afirmou que se uma empresa tem um volume maior de obras, poderá ter mais aditivos que outras. "Não existe essa relação no Dnit entre aditivos e doadores de campanha", afirmou

Ele também rechaçou publicações que falam sobre doação de campanha da presidente Dilma. "Alguém disse que eu disse que dinheiro foi pra campanha da Dilma. Mentira. Nunca disse isso", disse o diretor-geral do Dnit.

Ele também criticou a cobertura da imprensa. Para ele, estabeleceu-se uma guerra comercial, depois que a Revista Veja "deu o furo" da notícia, fazendo com que outros veículos de comunicação buscassem novas informações sobre as denúncias.

"Dizer que não tem superfaturamento é subestimar inteligência"

O tucano Álvaro Dias criticou a efetivação de Paulo Sérgio Passos como titular do Ministério dos Transportes e insistiu que há superfaturamento nas obras. "Acho que é subestimar a inteligência das pessoas falar que não tem superfaturamento no Ministério dos Transportes. É só comparar preços, com outras obras e países. É exigir demais da nossa ingenuidade acreditar nisso (que não há superfaturamento). Os preços estão inflados - e inflados demais. Uma obra de 17 quilômetros não pode custar mais de R$ 300 milhões", disse.

Roberto Requião quer saber sobre ferroviária do Paraná que teve o preço dobrado

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) questionou o preço recalculado de uma obra ferroviária do Paraná que passou de R$ 220 milhões para R$ 540 milhões. Ele citou, como exemplo, o fato de o ministro Paulo Bernardo tê-lo procurado em busca da anuência do governo estadual. Requião ocupava o cargo de governador à época.

"Eu quero saber quais tipos de mudanças justificam essa mudança. Para mim, isso não é nada razoável, a não ser que se troquem os trilhos de ferro para trilhos de prata", completou o parlamentar.

Pagot vê "falsidade total" em reportagens da impresa

O diretor do DNIT criticou, mais uma vez, a imprensa. "Identifico nessas matérias uma falsidade total". Mas ele disse que não irá processa a revista Veja. "Duas vezes na minha vida já fiz processo contra empresa jornalística. Não tenho como sustentar anos e anos um advogado numa causa. Uma ação, no Paraná, já tem 25 anos e não chegou ao final. Se eu for tomar uma providencia dessa contra a Veja, é capaz de eu estar cremado e não chegar a conclusão", disse.

Diretor do DNIT assume responsabilidades; "sou inocente na maioria dos casos"

Luiz Pagot pode ter cometido um "ato falho" ao responder a uma pergunta no Senado. "Todas as investigações em trâmite na Polícia Federal, TCU, Controladoria, eu respondo por elas, mesmo sendo inocente na maioria absoluta dos casos", disse.

"Com relação à presidenta Dilma, ela determinou ao ministro que nos afastasse. Não teve a figura da demissão. Eu disse ao ministro que meu cargo não permitiria afastamento. Ou sou demitido ou continuo. Eu respondo pelo DNIT. Estou de férias, mas continuo respondendo pelo DNIT, continuo como gestor", disse.

Senador petista rasga elogios a Pagot

O senador Tião Viana (PT-AC) rasgou elogios ao diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot. Segundo ele, o perfil técnico e incisivo do republicano deve ser encarado como uma qualidade e não como defeito. Ele também afirmou que Pagot tem feito um bom trabalho para o País, assim como todo o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff.

Agripino Maia quer saber se Pagot teve encontro com lobistas em hotel e critica demora de Dilma

O senador Agripino Maia (DEM) afirmou que a audiência é a grande chance para que o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, dê sua versão dos fatos e explique categoricamente se o órgão serve, de fato, como uma espécie de "feudo" do PR, de onde são extraídos recursos para fundos de campanha e manutenção partidária.

Ele lembrou que medidas energéticas só foram tomadas depois que as denúncias foram tornadas públicas pela imprensa nacional. O parlamentar pontuou que isso demonstra falta de pulso da presidente Dilma Rousseff na cobrança de providências ao tomar conhecimento de preços superfaturados de obras.

"Esse é o momento que o senhor tem para esclarecer tudo. Até porque se o senhor vir a ser demitido pela presidente Dilma, vão dizer que o senhor não soube se explicar aqui no Senado", comentou o senador democrata.

Ele também quis saber se Pagot freqüentou, de fato, o hotel onde ele teria marcado encontro com empreiteiros, conforme revelou a Revista Veja.

Pagot nega que Brito seja dono de empreiteira

Pagot negou que Nilton de Brito, que responde pelo DNIT em Mato Grosso, seja dono de empreiteira. "Ele é funcionário de carreira do governo do Estado, que pela sua competência e determinação foi cedido para ser coordenador do DNIT. A família dele tem empresas que trabalham na construção civil, de prédios, casas e pontes. O responsável é o irmão dele, Milton de Brito", disse.

"Moro no Meliá, mas não recebo empreiteiro, nem envelope"

Luiz Pagot confirmou que mora no hotel que foi citado pela revista Veja, onde ele receberia "envelopes de dinheiro". "Eu moro no Meliá Tryp Convention desde 2009, no apartamento 304. Raramente recebo alguma pessoa, quando recebo, são amigos e amigas, e familiares. Não recebo lobistas, diretores de empresas, proprietários. Eventualmente, me encontro no café da manhã. Eu morava no Naum, mas saí de lá porque tem muito empreiteiro que freqüenta. Saí até para evitar ilações. Essa coisa de envelope é conversa mole pra boi dormir", disse.

Taques fala em "Máfia italiana" e faz questionamento

O senador Pedro Taques (PDT) fez uma das participações mais incisivas até agora. Ele perguntou, primeiro, Qual a situação jurídica de Pagot. "Está de férias, mas ao final volta à direção do DNIT?

Em seguida, ele disse que o PR age como uma Máfia em relação ao Ministério dos Transportes" "Levando como certas as denúncias que saíram na imprensa, com todo o respeito aos militantes do PR, temos um partido que se asenhora de um ministério, e se equipara ao que ocorre na Itália, com a Máfia. Vossa senhoria vem aqui e demonstra que nada existe de irregular e ilícito. Porque vossa senhoria foi afastado então? Reconheço a sua competência e o seu conhecimento técnico. Tendo em conta esses dois pontos, lendo relatórios do Tribunal de Contas da União, encontramos várias falhas, irregularidades e ilícitos. Projetos básicos ineficientes, sobrepreço, pagamento a serviços não realizados, entre outros. Temos um dilema, a imprensa revela um fato e o senhor outro, que tudo funciona, que tudo está bonito. Mas o Tribunal de Contas afirma o contrário. Quem está errado?", questionou.

"Ainda sou diretor-geral do Dnit e estou de férias", diz Pagot

Pagot reafirmou que continua no cargo de diretor-geral do Dnit. Ele explicou, mais uma vez, que está de ferais. "Tenho consciência das minhas virtudes, quanto das minhas falhas. Tenho consciência das horas que trabalho, do entusiasmo com que trabalho. Também não sou de tapar o sol com a peneira. Em vários foros, já tive a oportunidade de reconhecer os erros. Tanto é que fui buscar ajudas nos órgãos de controle e fiscalização", disse Pagot sobre o questionamento de Taques.

Sobre a BR-060, Pagot foi curto e grosso. "Ela só foi concluída e está na praça porque os seus erros foram corrigidos", resumiu.

Pagot questiona dados do TCU: "Nem tudo é ilícito"

Ainda respondendo a Taques, Pagot questionou dados do Tribunal de Contas da União. "Nem tudo é ilícito e nem tudo concordamos com o TCU, tem muita coisa que contestamos e debatemos. O auditor, muitas vezes, quer interferir na forma técnica de se fazer a obra. Muitas vezes, mesmo depois do acórdão, fazemos pedido de reexames. Pra responder a cada relatório preciso levar ao núcleo sistêmico e analisar. Infelizmente, em muitas coisas temos errado, mas a maioria acertado. O DNIT não faz meia dúzia de obras", disse.

Senador do PSOL pergunta se deputado Valdemar Costa Neto realizava reuniões no gabinete de Pagot

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) reforçou que a denúncia de que o DNIT obstruiu o trabalho de fiscalização partiu do Tribunal de Contas da União. O parlamentar também voltou a questionar a situação funcional de Pagot junto ao órgão. "O senhor diz que está de férias, mas coloca os verbos no futuro, dando a entender que o senhor vai voltar ao comando do órgão. Desculpe minha ignorância, mas não entendo", questionou o parlamentar.

Ele também questionou a influência do deputado Valdemar Costa Neto (PR) e se ele realmente realizava reuniões no gabinete do diretor-geral do Dnit.

Clima é leve no ar; Pagot faz até "graça"

O clima do depoimento de Pagot ao Senado é de tranqüilidade. Não há mais tensão no ar. Alguns senadores, menos expressivos, apenas fazem figuração e levantam a bola para Pagot. "Vou começar a responder pelas perguntas mais fáceis", disse Pagot, sorrindo, antes de seu último posicionamento.

Pagot explica a frase "manda quem pode, obedece quem tem juízo"

"É uma frase que o senador Blairo Maggi já escutou muito. Alguns jornalistas usaram a frase para dizer que eu estou ameaçando o governo... Absolutamente, nunca vou ameaçar ninguém. Esse é um governo que admiro, para o qual eu trabalho desesperadamente e devo respeito", afirmou.

Pagot diz que está "morrendo de vontade" de voltar à iniciativa privada

Luiz Antônio Pagot reforçou que está tranqüilo com relação às denúncias e que está aberto à investigação de seu patrimônio e de seus rendimentos. "A minha declaração de imposto de renda está disponível. Meu patrimônio está aí para ser investigado", afirmou.

O republicano também revelou que, caso não continue no comando do órgão, deve voltar à iniciativa privada. "Eu não sei do meu futuro. Mas sei uma coisa, no DNIT , fora do DNIT, ninguém vai tirar minha capacidade de trabalho. Tô doido para voltar para a iniciativa privada. Se vou continua só depende da presidenta Dilma Rousseff", afirmou.

Ele também defendeu o órgão que comanda. "O DNIT não é telhado de corrupto, pode ter situações de ilicitudes e corrupção, mas o DNIT do bem, dos canteiros dos desabrigados, de gente que trabalha muito em prol do Brasil. O Dnit é o Dnit do bem, dos trabalhadores, dos abnegados. É de gente que trabalha muito. Não tem nada de DNA de corrupto", defendeu Pagot.

Blairo Maggi diz que vai defender permanência de Pagot caso denúncias não sejam comprovadas

O senador Blairo Maggi (PR) afirmou que vai pedir à presidente Dilma Rousseff que mantenha o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, caso o envolvimento dele nas denúncias apresentadas pela revista Veja não seja comprovado.

"Eu vou fazer o pleito a presidente para mantê-lo no cargo, caso as denúncias não se comprovem, da mesma forma que defenderei seu afastamento caso as denúncias sejam confirmadas", disse Blairo, que foi o último parlamentar a discursar durante a audiência pública, realizada no Senado Federal.

6 de julho de 2011

A saída de Pagot do Dnit prejudica MT

Por Auro Ida

Os arautos da moralidade comemoraram. Os adversários, também. Mas o afastamento de Luiz Antonio Pagot da direção geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) vai representar um prejuízo incalculável para Mato Grosso. Ao invés de "festa", portanto, o caso é de preocupacão, especialmente porque vamos perder um defensor dos interesses do Estado no órgão.

Não sou advogado de defesa de Pagot, aqui, nessa coluna, já o critiquei como o elogiei. No entanto, é preciso ser justo. Ninguém, absolutamente ninguém, mesmo os seus adversários e seus inimigos, pode dizer que a malha rodoviária federal não melhorou em Mato Grosso. Quem usa as Brs, por exemplo, 364, 163, 070, entre outras, sabe que o martírio dos buracos acabou.

Dias atrás, conversava com o ex-prefeito de Peixoto de Azevedo, Leonísio Lemos, que me dizia que fazia o trajeto, de sua cidade, a Sinop em torn o de cinco horas. "Ägora, faco em 1 hora", afirmava. Cerca de dois meses artás, fui a Mirassol Oeste, na região da Grande Cáceres, e fiquei impressionado com o trabalho que estava sendo realizado na rodovia. Toda recapeada e sinalizada.

Assim, está a situacão de quase todas as rodovias federais em Mato Grosso: boas condicões de trafegabilidade. E esse resultado, queira ou não, é gracas a Luiz Antonio Pagot. Com o seu afastamento da direcão do Dnit, fico preocupado com a possibilidade das obras essenciais a Mato Grosso como a pavimentacão da Br 163 até Santarém (PA) seja paralisada e, principalmente, a duplicacão da 163, entre Rondonópolis e o Posto Gil, voltar a ser somente um sonho, algo inatingível.

Depois de muita luta - não existia nem projeto básico -, Pagot está conseguindo concretizar esse sonho, importante para dar maior agilidade no escoamento da safra e, especialmente, mais seguranca aos usuários desse trecho, o mais moviment ado do Estado. Sou, como já disse, otimista por natureza, mas temo que sem Pagot no Dnit os buracos nas rodovias federais voltem a ser o pesadelo dos seus usuários.

Por isso, ao invés de "comemorar" - como seus adevesarios estão fazendo -, acho que esse momento é de reflexão e de preocupacão. Não sou mato-grossense de nascimento, o sou - com muito orgulho - de coracão. É aqui que meus filhos nasceram e aqui que pretendo passar o resto da minha vida. Portanto, vou sempre lutar para que este Estado cresca e se fortaleca. E, desse episódio, fico triste de ver, de um lado, os adversários malhando e, de outro, ninguém da bancada federal ter saído em defesa de Pagot.

É preciso dar direto ao Pagot da presuncão da inocência. Li a revista Veja e não encontrei subsídios necessários para o seu afastamento. Aliás, se houve participacão do Dnit no escândalo, porque os demais diretores não foram também afastados? O que me parece é que Luiz Pagot foi, nesse caso específico, bode expiatório para salvar a pele do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Essa, porém, é uma questão que a investigacão vai dizer.

Confesso que estou torcendo que seja inocentado e, agora, se for constatado a sua participacão nas maracutais, que seja exemplarmente punido. O fato não é: não podemos perder um cargo tão vital para Mato Grosso e, por isso, de longe, estou na torcida para que essa tempestade passe o quanto antes e que tudo volte a normalidade. Se tiver errado, vou dar mão a palmatória, sem problemas.

*Auro Ida é jornalista

Luiz Pagot exige reconsideração de afastamento e se diz injustiçado

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot disse nesta terça-feira que não aceita o afastamento do cargo e vai pedir que o ato seja reconsiderado. A Presidência da República confirmou que o economista deve deixar o cargo assim que retornar de férias, em 30 dias. "Não é assim que se tira uma pessoa, sem provas, nada. Vou procurar o ministro. Estou sendo injustiçado e constrangido" - disse.

Pagot se mostrou profundamete aborrecido com a situação. "O ministro me ligou e disse que a presidente Dilma exigiu que ele tomasse uma providência, mas não me falou de afastamento. Vou manifestar que não aceito nem a acusação nem o afastamento para investigação. Fazer isso comigo é um absurdo" - disse, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

A decisão de afastar Pagot foi tomada após reportagem da revista Veja que aponta suposta cobrança de propina por integrantes do PR para liberar contratos e viciar licitações. Em 24 de junho, segundo a revista, a presidente Dilma Rousseff teve encontro com a cúpula do Ministério dos Transportes, na qual criticou o aumento do orçamento de obras viárias.

Além de Pagot foram afastados o presidente da estatal Valec, José Francisco, o "Juquinha", o chefe de gabinete do ministro, Mauro Barbosa, e o assessor do Ministério dos Transportes, Luiz Tito. Em nota, Nascimento confirmou o afastamento dos citados, mas negou qualquer tipo de irregularidade. Pagot negou a participação em esquema de cobrança de propina no órgão em troca de contratos de obras. Ele classificou as informações publicadas na revista Veja como falsas e injustas. Ele se reuniu com o senador Blairo Maggi e negou todas as acusações. Disse que, se mantido seu afastamento, poderá pedir demissão

SOCORRO SENHORA JUSTIÇA

POR QUE SERÁ QUE MESMO IMPEDIDO PELA JUSTIÇA O PSEUDO JORNALISTA ENOCK CAVALCANTI CONTINUA A ESCULACHAR O BOM NOME DAS NOSSAS AUTORIDADES. EM SEU BLOG A PÁGINA DO E-RRO ELE CHAMA O GOVERNADOR SILVAL BARBOSA DE OMISSO E FUGITIVO EM MAIS UM DESATINO ELE MANDA UMA BALA CONTRA RIVA O CHAMANDO DE CHEFE DE QUADRILHA. EU PERGUNTO PARA QUE SÃO PAGOS OS ASSESSORES DESSES HOMENS QUE OBSERVAM TUDO E NADA FAZEM. JÁ ESTÁ NA HORA DE ALGUEM FAZER ALGO PARA PARAR ESSA CAMINHADA DO MAU DESSE QUE SE DIZ JORNALISTA E ADVOGADO, MAIS QUE NA VERDADE NÃO PASSA DE CANALHA E MENTIROSO...UM MALANDRO A SERVIÇO DO MAU. ESTÁ HORA TAMBÉM DE MANDAR ELE DEVOLVER TODO O DINHEIRO QUE ELE RECEBEU DO SENADO SEM TRABALHAR ISSO É VAGABUNDAGEM PESADA.