O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot disse nesta terça-feira que não aceita o afastamento do cargo e vai pedir que o ato seja reconsiderado. A Presidência da República confirmou que o economista deve deixar o cargo assim que retornar de férias, em 30 dias. "Não é assim que se tira uma pessoa, sem provas, nada. Vou procurar o ministro. Estou sendo injustiçado e constrangido" - disse.
Pagot se mostrou profundamete aborrecido com a situação. "O ministro me ligou e disse que a presidente Dilma exigiu que ele tomasse uma providência, mas não me falou de afastamento. Vou manifestar que não aceito nem a acusação nem o afastamento para investigação. Fazer isso comigo é um absurdo" - disse, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
A decisão de afastar Pagot foi tomada após reportagem da revista Veja que aponta suposta cobrança de propina por integrantes do PR para liberar contratos e viciar licitações. Em 24 de junho, segundo a revista, a presidente Dilma Rousseff teve encontro com a cúpula do Ministério dos Transportes, na qual criticou o aumento do orçamento de obras viárias.
Além de Pagot foram afastados o presidente da estatal Valec, José Francisco, o "Juquinha", o chefe de gabinete do ministro, Mauro Barbosa, e o assessor do Ministério dos Transportes, Luiz Tito. Em nota, Nascimento confirmou o afastamento dos citados, mas negou qualquer tipo de irregularidade. Pagot negou a participação em esquema de cobrança de propina no órgão em troca de contratos de obras. Ele classificou as informações publicadas na revista Veja como falsas e injustas. Ele se reuniu com o senador Blairo Maggi e negou todas as acusações. Disse que, se mantido seu afastamento, poderá pedir demissão
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