23 de maio de 2012

Pagot acusa assessores de Dilma de complô para derrubá-lo

Em entrevista ao Estadão, republicano diz que Planalto se pautou em reportagem "mentirosa" de Veja
ANTONIO DE SOUZA DA REDAÇÃO O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot (PR), voltou a jogar lenha na fogueira das supostas relações promíscuas da construtora Delta, do bicheiro Carlinhos Cachoeira, com o Governo Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o executivo mato-grossense lançou a suspeita de que assessores do Palácio do Planalto atuaram para derrubá-lo, durante a crise envolvendo o Ministérios dos Transportes (suposto pagamento de mensalão à cúpula nacional do PR), vazando informações de interesse da organização do contraventor Cachoeira. Antes, Pagot afirmou, em entrevista à revista Época, que caiu em função de "negociatas" entre o bicheiro e a Delta. Segundo a publicação, que chega às bancas neste sábado (21), diálogos captados pela Polícia Federal, com autorização judicial, mostram que o grupo de Cachoeira atuou no jogo bruto dos negócios dentro do DNIT. Eles teriam arquitetado uma maneira de afastar Pagot do cargo. Ao jornal paulista, Pagot afirmou que o Governo se pautou por uma reportagem “mentirosa”, publicada na revista Veja, ao desencadear a “faxina” nos Transportes. “O Planalto se aproveitou para exonerar o PR e o Pagot. Fui leal ao Governo”, reclamou.

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