15 de maio de 2012

LIGAÇÕES PERIGOSAS: AS SACANAGENS DO CACHOEIRA

CARLINHOS CACHOEIRA
No ano passado a Delta se desentendeu com a cúpulas do Ministério dos Transportes e partiu para o ataque. Cachoeira ligou para Policarpo na REVISTA VEJA e colocou o jornalista em contato com o diretor da Delta, Claudio passou uma denúncia para Policarpo e depois comentou o resultado com Cachoeira:
Cachoiera: Teve com o Policarpo?
Claudio Abreu: Cara, show de bola, bicho achei que ele ia me dar um beijo.
Cachoeira: Ele gostou?
Claudio Abreu: Pra caramba, né, amigo? Fonte, né? Você é uma fonte de primeira. Fonte no jornalismo, significa aquele que passa informação. Por orientação de Cachoeira, Claudio passou a VEJA as informações que resultaram nessa reportagem, O Mensalão do PR, publicada em 6 de julho de 2011, no texto a denuncia de uma fraude numa licitação de uma rodovia, quando a licitação aconteceu, já estaria decidido; o preço e o nome da empresa que venceria a disputa. Depois da reportagem o Presidente Dilma afastou vários funcionários do Ministério dos Transportes, Cachoeira e Claudio Abreu comemoraram:
Claudio Abreu: Você chegou a ler a matéria deles hoje, não?
Cachoeira: Não, o que falou? Foi boa?
Claudio Abreu: Agora as 15h12, a Presidente Dilma Roussef convoca Ministro dos Transportes e manda afastar todos os citados na reportagem da VEJA.
Cachoeira: É mesmo? A reportagem saiu e ela mandou afastar todo mundo?
Claudio Abreu: Já mandou afastar todo mundo! A matéria f...pra c...E ele citou a reunião cara!
Em outra gravação Cachoeira diz que plantou informações sobre um executivo do Ministério, o ex-diretor do departamento de transportes DNIT, Luiz Antonio Pagot.
Cachoeira: Eu plantando em cima dele, igual eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu? Uma beleza, agora. O Pagot ta fora com ele.
Plantar no jargão jornalístico, significa passar ou até inventar informações para conseguir vantagens. Uma maneira de fabricar um escândalo.
Depois de ouvir e ver a matéria, será que ainda resta duvida que tanto Luiz Antonio Pagot como vários funcionários do Ministério dos Transportes foram julgados e condenados por um grupo de canalhas e a serviço do crime organizado, sim por que esse bando do Cachoeira, faz parte sim do crime organizado. Manda em senador, deputados e até na imprensa ele manda e desmanda, a prova está ai a Revista Veja é comandada por Cachoeira e seu grupo. Ao meu ver não precisaria de CPI para mandar esses canalhas, bandidos e malfeitores para a cadeia e jogar a chave fora. Aqueles que fazem parte do bando devem para o bem geral da nação e para o sossego de todos os Brasileiros, serem banidos da vida publica e nunca mais, disputar uma eleição, nem para presidente da associação dos garis que é uma profissão muito honrada.

Vereadora de MT faz gesto obsceno e posta foto no Facebook

Notícia Dinâmica Uma foto publicada pela vereadora do município de Confresa, Laiza Vanessa Masson, em sua página do Facebook acabou gerando polêmica. A representante da força feminina do município no Poder Legislativo aparece, supostamente, fazendo gestos obscenos. A intensão dela fica ainda mais explícita na frase postada logo abaixo da foto que diz; ‘Se não gosta de mim? Toma pra...’. No meio político e na imprensa de Confresa são muitas as interpretações diante da polêmica. A jornalista Camila Nalevaiko, que possui um blog na internet, avaliou o gesto da vereadora como sendo no mínimo desrespeitoso. ‘Pô Vereadora sinceramente, não pega bem pra uma autoridade como a Senhora ficar mostrando o dedo por aí né! Depois vira notícia e acha ruim, mas tem que se comportar. Celebridade é notícia sempre e facebook hoje praticamente é público. O Feitiço as vezes volta pro feiticeiro, faz isso não pega mau para o seu personagem’, postou a jornalista. ‘Já pensou se as autoridades começarem a mostrar o dedo e virar moda. Deste jeito fica difícil ser prefeita em...“Se não gosta de mim? Toma.... kkkkk” – E Por último a Senhora vai tentar a reeleição e tem que tentar conquistar os eleitores e não afasta-los! Fica a dica...’ concluiu Camila. Até agora, a vereadora ainda não se manifestou sobre o assunto.

A SAÚDE EM CUIABÁ NÃO PARA DE AVANÇAR

BLÁ , BLÁ E MAIS BLÁ , BLÁ , BLÁ... O TEMPO AVANÇA E O PRONTO SOCORRO DE CUIABÁ, SOFRE COM O DESCASO DO PREFEITO
AQUI PODEMOS VER PACIENTES RECEBENDO MEDICAÇÕES E AO LADO OS LIXOS HOSPITALARES CONTAMINANDO TUDO. AQUI UM PACIENTE É ATENDIDO NO CHÃO. MAIS QUANTO A ISSO O PRÓPRIO PREFEITO DECLAROU: "MELHOR SER ATENDIDO NO CHÃO DO QUE NÃO SER ATENDIDO". PREF. CHICO GALINDO P A R E P R A V E R

14 de maio de 2012

Presidente da AL reafirma compromisso com a municipalidade

A Assembleia Legislativa tem sido a responsável pela condução do diálogo entre o Governo do Estado e prefeitos. A afirmação é do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Meraldo de Sá (PSD), que salientou a importância do Poder Legislativo para a aproximação dos poderes constituídos durante a cerimônia de abertura do XXIX Encontro de Prefeitos Mato-grossenses, realizada nesta quinta-feira (09.05), na sede da entidade. O compromisso com a municipalidade dos deputados estaduais faz com que estes busquem o diálogo constantemente com o Poder Executivo Estadual para que as intervenções sejam promovidas nas 141 cidades de Mato Grosso. “O legislativo estadual tem sido parceira incansável, buscando diálogo com o governo e sendo o elo com os prefeitos”, afirmou. Durante a cerimônia de abertura do encontro de prefeitos, que será realizado até esta sexta-feira (11.05), o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), reafirmou o compromisso com a municipalidade e defendeu a manutenção da parceria entre Governo do Estado, Poder Legislativo e AMM. “Este encontro é a oportunidade de aproximar prefeitos e vereadores da Assembleia Legislativa e do Poder Executivo. A AMM enfrenta um bom momento, pois está presente efetivamente nos municípios e devemos manter a parceria, juntos podemos muito e essa é a solução, até porque os municípios precisam do governo e vice-versa”, explicou. Riva lembrou que participou do 1° Encontro de Prefeitos, realizado em 1983. “Vi a AMM surgir e prosperar. Hoje, vemos uma entidade a serviço dos municípios, ajudando os prefeitos na elaboração de projetos, o que contribui com o desenvolvimento das cidades. Antes, perdíamos recursos federais porque não tínhamos bons projetos e, atualmente, a realidade é outra. Por isso, defendo a política do planejamento e industrialização”, indicou o peessedista, que também cobrou a realização das reformas no Congresso Nacional e maior repasse do bolo orçamentário para atender as cidades. Presente no evento, o governador Silval Barbosa (PMDB) aproveitou a oportunidade para anunciar a realização de um programa de óleo diesel para atender os municípios e ajudar na recuperação das estradas, além de manutenção da parceria para o pagamento de engenheiros que atuam na elaboração de projetos na AMM. “A entidade é importante porque coordena as demandas das regiões e as reinvindicações dos prefeitos são feitas primeiramente na AMM. Vamos manter as parcerias, pois atualmente os gestores têm condições de fazer bons projetos e não perdemos recursos federais. Também buscamos soluções para regularizar o repasse na área de saúde. O compromisso com o municipalismo também foi lembrado pelo vice-governador Chico Daltro (PSD). “O governador é municipalista e traz o governo para perto dos municípios, reconhecendo o trabalho da AMM. Na Assembleia Legislativa, os deputados cobram diariamente o investimento nas cidades. Quanto as principais reivindicações dos prefeitos e parlamentares, o chefe do executivo estadual já tomou para si a condução de solicitações como liberação das emendas, acelerar pendência nas áreas de saúde e pavimentação de estradas. São medidas que atendem pedidos de deputados e gestores”, salientou. A união entre Assembleia Legislativa, Governo do Estado e AMM tem feito que os próprios prefeitos confiem na gestão estadual. Segundo Meraldo de Sá, praticamente todos os chefes do executivo municipal são filiados na entidade, mostrando que acreditam no trabalho. “Várias ações fizeram com que os prefeitos confiassem no nosso trabalho. Hoje, temos 46 engenheiros para executar projetos para as prefeituras, além de auxiliarmos nas certidões e convênios. O Cartão Prefeito, criado em nossa gestão, também mantém o gestor informado.

Maggi avisa que depoimento na CPMI do Cachoeira “vai doer um pouco"

Redação 24 Horas News O senador Blairo Maggi, líder do Partido da Republica, está prevendo que o depoimento de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) à CPMI do Cachoeira pode “doer em um ou outro” e pediu “paciência”. Pagot é considerado afilhado político de Maggi. “Ele me disse que está à disposição e, inclusive, saiu do partido (PR) para ter a liberdade de falar o que achar interessante. Acho que o Pagot está em busca de limpar sua biografia, pois ficou claro que ele foi vítima de um contexto” – disse, em entrevista pubicada pelo jornal “O Estado de São Paulo”. Novas gravações divulgadas mostram que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) monitoraram o depoimento que Pagot fez, há um ano, no Senado, temendo que ele revelasse a ação da construtora Delta, investigada pela CPMI, no DNIT. Na conversa, Cachoeira fala a Demóstenes que Blairo teria “mandado falar” que intercederia junto a Pagot para não citar o esquema no depoimento. “Fui citado na gravação, porque quando aconteceu o negócio com o Pagot, há um ano, eles ficaram com medo de que tudo que caiu agora, caísse lá atrás. Tinham desconfiança que ele falasse algo”, disse o senador. “Eu não sabia de nada e, se soubesse, até agiria de forma diferente”, completou Maggi, negando ainda conhecer Cachoeira. “Para mim, nunca nenhum deles ligou, eu nunca nem ouvi falar em Cachoeira, nem conhecia”. De acordo com o jornal, o senador mato-grossense criticou, com certa ironia, Demóstenes Torres pela atuação no depoimento de Pagot em 2011 no Senado. “Demóstenes foi lá naquela sessão e inquiriu ele (Pagot). Imagine se ele vira para o Demóstenes e fala: senador eu não estou entendendo, o senhor me chama na sua casa para jantar com empreiteiro, pede para eu ajudar o cara numa obra e agora vem me criticar?”, afirmou. “Esse era o medo que eles tinham, por isso o estavam monitorando”. Ainda segundo Maggi, a CPMI do Cachoeira é diferente de outras porque toda a investigação já foi feita pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. “O Senado já recebeu a investigação e acho que não deveremos ter grandes novidades daqui para frente. O Congresso vai fazer o julgamento político, porque o resto já está apresentado”, concluiu.

9 de maio de 2012

Blairo Maggi faz defesa de Luiz Pagot em reunião interna do PR de MT

Pagot sempre esteve ao lado do senador Blairo Maggi. Nesta foto a comemoração da escolhade MT para sediar a Copa de 2014
De Brasília - Marcos Coutinho O senador Blairo Maggi fez uma espécie de defesa do ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, em reunião interna do Partido da República (PR) ocorrida na noite de segunda-feira (07), na residência de um deputado estadual, e pediu a compreensão dos líderes republicanos. Em verdade, o senador mato-grossense argumentou que Pagot precisa deste momento para tentar se redimir das acusações que foram imputadas contra o ex-diretor do Dnit, cuja indicação foi do PR de Mato Grosso com endosso político de líderes de outros Estados. "O Pagot e o PR precisam se redimir, precisam trabalhar para mudar a imagem negativa que ficou após isso tudo. E vamos fazer isso", declarou Maggi. Para o Olhar Direto, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), presidente regional da sigla em MT, confirmou a defesa feita por Maggi e ressaltou que o tempo vai servir para mostrar que as denúncias feitas contra as lideranças do partido, sobretudo Pagot, o senador Alfredo Nascimento (ex-ministro dos Transportes) e José Francisco das Neves, o Juquinha da Valec), eram infundadas. Fagundes também lamentou a forma como Pagot deixou a sigla republicana e espera que o ex-diretor do Dnit reflita sobre suas atitudes. O deputado republicano negou também que tivesse comemorado a queda de Antonio Pagot da direção da autarquia, conforme chegou a ser ventilado por setores da imprensa.
Histórico - Opinião A despeito de o senador Blairo Maggi ter defendido o comportamento de Pagot, que se desfiliou do PR no mês passado, o clima no PR não é bom. Ao deixar a sigla, o ex-diretor do Dnit afirmou ao Olhar que "partidariamente está só, mas obstinado". Mandou recados tanto para Maggi quanto para o próprio Wellington. Pagot saiu do PR após avaliar que sua queda foi orquestrada pelo ex-diretor da Delta no Centro Oeste, Cláudio Abreu, e pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, presos na Operação Monte Carlo, realizada com intuito de prender membros de uma suposta quadrilha que explorava jogos ilícitos em Goiás.

8 de maio de 2012

LIGAÇÕES PERIGOSAS- VIDEO

Nesse vídeo postado no inicio da página , o domingo espetacular mostra toda sacanagem de um homem que conseguiu com sua mente ardilosa, maldosa e totalmente irresponsavel, derrubar de diversos ministérios, homens que tiveram seus nomes manchados, ela miados, jogados nas valas comuns, por plantar informações mentirosas e difamatórias. Contra o Ex-diretor do DNIT, Luiz Antonio Pagot, ele plantou, derrubou e comemorou a sua saída. Sem dúvida é uma mente ardilosa, insana e horrenda. Pagot por sua vez foi julgado, condenado e não teve direito a defesa e não me chamem aquela novela do congresso em que Pagot foi prestar depoimento de defesa, o que foi feito ali foi um julgamento com o seu desfecho pronto e condenatório. Como me disse Pagot na época:
"saio com a cabeça erguida, sabendo que cumpri com a minha tarefa de servir o governo federal e principalmente o Brasil, que recebeu por parte do Dnit, obras de alta qualidade e que deu ao ser humano uma trafegabilidade de qualidade e acima de tudo segura, comum trabalho honesto e totalmente transparente, tendo todos meus atos, vistos por todos, sem nada a esconder".
As únicas perguntas que fiz e as refaço agora foram: Qual é a influencia da Revista Veja sobre a Presidência da Republica? Por que acreditar numa matéria dessa revista sem olhar os dois lados da moeda? e a ultima pergunta: quantos ainda irão cair neste governo, denunciados por uma Revista que mantém pessoas com 2 matérias na pasta? Dependendo do montante colocado em cima da mesa, se escolhe então a melhor matéria. Mais se ao contrario esta mesma Revista não recebe nada, a matéria é mentirosa, difamatória e nojenta, da mesma forma que fizeram com os ministros que caíram dos seus cargos. No caso do ser humano, honesto e trabalhador Luiz Antonio Pagot, esta Revista não deve ter recebido nada e isso levou a mesma a difamar e publicar mentiras contra ele, mais tudo está vindo a tona e em breve, muito breve todos que um dia duvidaram do trabalho do Pagot, terão que dar as mãos a palmatória e rever seus conceitos e pedir desculpas a um homem que cometeu um único erro, confiou em quem não devia.
Autor: Jornal Correo dos Municipios

7 de maio de 2012

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O Cãozinho da foto está limpando o que seria as sujeiras do Cachoeira e poê sujeira nisso
NO CANTO ACIMA DA PÁGINA DO JORNAL CORREIO DOS MUNICÍPIOS, MATÉRIA COMPLETA SOBRE AS CANALHICES E PATIFARIAS DO CONTRAVENTOR CARLINHOS CACHOEIRA. ESSE FILME DE HORROR TRAS AINDA OUTROS PERSONAGENS COMO, DEMOSTÉLES TORRES, A REVISTA VEJA, O "JORNALISTA" POLICARPO JUNIOR E OUTROS QUE LOGO SERÃO DESMASCARADOS, AGUARDEM O FINAL DESSE FILME NÃO PODE TERMINAR EM PIZZA.

LIGAÇÕES PERIGOSAS - AS CONVERSAS E COMO ELE PLANTOU CALÚNIAS CONTRA O EX-DIRETOR DO DNIT LUIZ ANTONIO PAGOT

Domingo Espetacular mostra a influência de Carlinhos Cachoeira sobre a revista Veja
Reportagem registra acesso às ligações entre revista e um dos chefes do jogo do bicho O jornalístico da Record teve acesso às gravações de telefonemas entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso acusado por 15 crimes de contravenção, o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e mostra o esquema em que o contraventor controlava o que seria publicado na principal revista da editora Abril. Os documentos a que o Domingo Espetacular teve acesso com exclusividade trazem provas de que as informações trocadas entre Cachoeira e o diretor da Veja resultaram ao menos em cinco capas da revista de maior circulação do país. As gravações registram ainda que a influência esbarra em outras esferas do poder, como na pressão para demissão da cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta. Por meio do que Cachoeira passava para ser publicado na Veja, vários funcionários do ministério foram afastados. Cachoeira se orgulha de “plantar” notícias na Veja em benefício próprio e sabe até quando determinadas matérias sairão. A revista ainda não se manifestou com clareza em relação ao caso. O diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara, publicou na Internet artigo sem citar nomes em que afirma que “ter um corrupto como informante não nos corrompe”. A reportagem do Domingo Espetacular ouviu especialistas, que registraram grave problema ético no tipo de jornalismo praticado pela Veja diante de tantas ligações criminosas. O professor Laurindo Leal Filho, da USP, avalia que o controle da publicação não pode ser da fonte. — O jornalista pode e deve falar com qualquer tipo de fonte desde que tenha o controle sobre a publicação e a matéria que ele está fazendo. Quando ele oferece à fonte o controle (...), ele rompe os limites éticos. O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schroder, critica o envolvimento da Veja no escândalo do Cachoeira. — Nesse caso, houve uma relação promíscua muito intensa, unilateral. O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) acredita que a CPI do Cachoeira, que começou os trabalhos na semana passada em Brasília, deve convocar não apenas o jornalista Policarpo Júnior, mas também o responsável pela editora que publica Veja, Roberto Civita. — Na minha opinião, ele é o principal responsável. Ele é o dono dessa revista, e ele operou com vontade.

5 de maio de 2012

BOMBA, BOMBA, BOMBA SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DE MATO GROSSO, CARLOS RAYEL NA MIRA DA JUSTIÇA PAULISTA

Na edição deste final de semana, do semanário Centro Oeste Popular, em reportagem de minha autoria, revelações sobre processos que o Ministério Público do Estado de São Paulo vem sustentando contra o publicitário Carlos Rayel. Ao contrário do antigo titular do cargo, o sempre discreto jornalista Osmar Carvalho, tudo indica que o senhor Carlos Rayel tem muitas contas a prestar à Justiça – e é mais um secretário que pode arrastar o governo Silval para o olho do furacão.
Confira a reportagem:
JUSTIÇA PAULISTA INVESTIGA CARLOS RAYEL POR ENRIQUECIMENTO ILÍCITO
Por ENOCK CAVALCANTI ESPECIAL PARA O CENTRO OESTE POPULAR
O governo Silval Barbosa (eleito pela coligação PMDB-PR-PT, em 2010) gosta mesmo de flertar com o perigo. É o que se pode concluir do fato do Governo de Mato Grosso ter entregue o comando de sua secretaria de Comunicação Social ao marqueteiro Carlos Rayel que, há anos, enfrenta um longo processo na Justiça Estadual de São Paulo, movido pelo Ministério Público, em que é acusado de enriquecimento ilícito durante sua passagem pela assessoria de imprensa da administração estadual paulista. Bastou uma pequena pesquisa nos arquivos da Justiça paulista para que o CENTRO OESTE POPULAR tivesse acesso a uma série de processos judiciais que revelam as atividades deste cidadão que iniciou sua carreira à sombra do falecido governador do PMDB de S. Paulo, Orestes Quércia, passou pela assessoria de Anthony e Rosinha Garotinho, no Rio de Janeiro, e veio para Mato Grosso faturar em campanhas eleitorais de Carlos Bezerra, José Carlos do Pátio e Silval Barbosa, se firmando agora como novo titular da Secom-MT. Os processos e as condenações judiciais contra o senhor Rayel falam por si e deveriam ter merecido melhor análise por parte do governador Silval Barbosa antes que Rayel fosse escalado para cuidar de um setor tão importante, como é o da Comunicação Social que deve movimentar, neste ano de 2012, um orçamento de mais de R$ 60 milhões de reais. Afinal de contas, continua válida aquela lição, que nos foi deixada pelo imperador romano Júlio Cesar, segundo a qual a mulher de César, além de ser honesta, deve parecer honesta. De acordo com dados da Justiça paulista, as aventuras e ousadias do marqueteiro Carlos Rayel começaram a ser registradas, em 1992, quando passou a ser acusado pelo Ministério Público de enriquecer ilicitamente às custas dos cofres do governo paulista. Escalado para atuar na Secom de Quércia, Rayel assumiu as funções de Coordenador de Imprensa e Comunicação, cargo que exerceu entre 15 de março de 1987 e 15 de março de 1991, encarregado de todos os pagamentos feitos pelo governo aos fornecedores do setor. Os dados alinhados pelo MP paulista, no feito 1247/92, impetrado contra Rayel e sua esposa Silvia Helena Silva Rayel, por uma equipe de promotores da qual fazem parte Fernando Capez e Waldo Fauzzio Junior – que além da atuação no Parquet se destacam entre os mais respeitados juristas brasileiros – reforçam a tese de que, nesse período, Carlos Rayel teria atropelado todos os princípios constitucionais que é dever do administrador público preservar: o da moralidade, da legalidade, da impessoalidade e da publicidade ( esculpidos no art. 37, caput da Constituição Cidadã de 1988). Na época, ainda não vigorava o princípio da eficiência, introduzido pela Emenda Constitucional número 20. Rayel, segundo os promotores, também teria afrontado o artigo 17 da Lei 8429/92 (Lei da Improbidade Administrativa) e a Lei Bilac Pinto (3502, de 1958). Enriquecimento estonteante No volumoso processo, sem que Rayel tenha apresentado argumento capaz de fazer recuar o Ministério Público, os promotores cobram ressarcimento ao erário argumentando que o publicitário apresentou aumento patrimonial maior que os rendimentos auferidos no período, ou seja, enriqueceu de forma assombrosa, como anotam, em relatório datado de 21 de outubro de 2011: “O réu Carlos Eduardo Tadeu Rayel foi admitido no serviço público durante a gestão do governo Quércia. (…) Ele e sua mulher, Silvia Helena Silva Rayel, possuíam parcos recursos, sendo certo que todo o patrimônio do casal se resumia a um imóvel de 70 metros quadrados, no bairro Capela do Socorro, financiado junto ao Sistema Financeiro da Habitação. Haviam quitado apenas 12% do empréstimo. Ao fim do período em que desempenhara o cargo, o réu apresentou considerável fortuna, sem qualquer correspondência com os vencimentos recebidos, a traduzir, pois, enriquecimento ilícito. O significativo excesso do patrimônio dos réus fica exteriorizado pelos próprios imóveis adquiridos. Com efeito, colhe-se do laudo de folhas 2271/22300, que os réus adquiriram à época verdadeira mansão, contendo quatro suítes, piscina, quadra poliesportiva, sala de lareira, sauna, salão de festas, salão de jogos, dois dormitórios de empregados, etc. Referida casa apresenta mais de 866 m² de área construída, erigida em um terreno de aproximadamente 4.000m², e se encontra situada em espécie de condomínio de poucas chácaras de lazer ou moradia, onde anos atrás foi avaliada em R$ 456 mil. O incremento imobiliário pode ser percebido, ainda, pelos três imóveis adquiridos no interior de São Paulo, cuja avaliação girava em torno de 200 a 300 mil dólares. Afora os imóveis, adquiriram, em 1990, veiculo que, à época, era top de linha, um Monza Classic, SE 2.0, zero quilometro. Diversificaram a riqueza adquirindo cotas sociais de três empresas e investindo em aplicações financeiras. Sobre a movimentação bancária, a prova contábil concluiu que somente os depósitos no Banespa, um dos bancos em que operavam, correspondia ao dobro dos vencimentos recebidos pelo agente público sendo certo que mesmo os rendimentos das aplicações financeiras não explicariam a desproporção. A Receita Federal, por meio do devido processo administrativo (processo 13808.000945/93-79), identificou, no ano de 1987, acréscimo patrimonial dos réus, sem origem justificada, no valor de Cz$ 5.273.362,00. A mesma Receita Federal, também por meio do devido processo administrativo (processo 10880.067831/93-11, referente aos anos de 1988, 1989, 1990, 1991, identificou novos acréscimos patrimoniais dos réus. Todos estes valores, sem origem identificada, em nome de Carlos Eduardo Tadeu Rayel, atualizados monetariamente para o mês de julho de 2011, totalizam o estonteante valor de R$ 10.136.425,94 ( dez milhões, cento e trinta e seis mil, quatrocentos e vinte e cinco reais e noventa centavos). Cumpre assinalar que os referidos processos administrativos da Receita já estão findos e não foram objeto de qualquer decisão judicial tendente a desconstitui-los. (…) Demonstrada a disparidade entre a renda legítima e o patrimônio, aflora o enriquecimento ilícito.” Inexplicável fluxo de caixa Na ação os promotores detalham a quase infinita lista de bens e empresas, espalhadas pela capital e interior de São Paulo, que Rayel passou a controlar, em apenas quatro anos de função, controlando os pagamentos da Secom de Quércia. Entre as empresas controladas pela família Rayel estão a Rede Oeste Paulista de Comunicação, responsável por uma emissora de rádio em São José do Rio Preto, a Mídia Brasil Publicidade e Comunicações, com sedes em S. Paulo e no Rio, a Distribuidora de Bebidas Espírito Santo, a CSR Planejamento e Promoções, com sede em Barueri, e a Verde Brasil Editorial, que funciona no Brooklin, em São Paulo, na qual três filhos de Rayel – Carolina, Douglas e Alexandre – aparecem como sócio do empresário Domingos Alzugaray, da revista Istoé. O “estonteante” enriquecimento de Rayel, identificado pelo promotor Marcelo Duarte Daneluzzi, foi ratificado em parecer do Centro de Apoio Operacional à Execução, do MP de S. Paulo, através da assistente técnica da Promotoria I, Mônica Semerato, datada de junho de 2011. O parecer teve como base dados levantados pela Receita Federal em duas execuções fiscais que a União move, paralelamente ao processo do MPE-SP, contra Rayel, para cobrar a identificação da evolução patrimonial injustificada e garantir o ressarcimento, ao erário, de tudo que teria sido sonegado no período em que trabalhava para o governo paulista. A defesa de Rayel, que é representado pelo conceituado escritório de Mário Sérgio Duarte Garcia, tem insistido na tese de que, em meio à dezena de laudos periciais que têm marcado a rotina do processo, “se passaram 19 anos da propositura da demanda e o MP não logrou concluir e comprovar suas alegações. (…) Depois de tanto tempo e tantos laudos, perícias, avaliações e documentos nada restou provado e a insistência do MP no prosseguimento da fase de instrução só poderia estar vinculado ao fato de que a prova que tanto se persegue não existe.” O promotor Marcelo Daneluzzi rebate que “ os réus não apresentaram nenhuma justificativa para o enriquecimento desvinculados pelo Poder Público, fazendo presumir a ilicitude de sua origem. A própria contestação não indica a existência de outras fontes de renda que pudessem justificar a desproporção entre a evolução patrimonial e os vencimentos, aludindo, apenas , a um inexplicável fluxo de caixa”. As execuções fiscais da Receita contra Rayel foram movidas na 10ª Vara Especializada em Execuções Fiscais da Justiça Federal de S. Paulo, por iniciativa da procuradora da Fazenda Nacional Terezinha Belestrim Cestari, no processo nº 10880 068831/93/11, iniciado em 25 de março de 2002, que conseguiu decisão do juiz federal Renato Lopes Becho que determinou, em 2010, busca e apreensão de bens do réu, bem como busca on-line de eventuais contas bancárias para cobrir o valor da execução que, atualizada até julho de 2011, foi fixada no valor de R$ 1.053.028,63. Não bastasse essa cobrança, a Fazenda Nacional também está cobrando de Rayel, com respaldo em decisão judicial, outra dívida de R$ 58.534,77, atualizada em 15 de fevereiro de 2011, já tendo sido leiloados dois veículos – um Monza e Daewoo – do réu para cobrir parte da dívida, no valor de R$ 11.500,00. Rayel não fala Desde o inicio da semana, nossa reportagem entrou em contato com o gabinete do secretário Carlos Rayel, no Palácio Paiaguás, para entrevistá-lo sobre estes inquéritos e processos que lhe são movidos pelo MP e pela Receita Federal. Apesar da insistência do contato, Rayel não nos deu retorno. (box) Enriquecimento ilícito pode virar crime A ideia é incluir na legislação penal brasileira para punir servidores públicos que acumulem patrimônio em padrão incompatível, como em que Carlos Rayel está sendo investigado. Da Redação, com Agência Senado Uma péssima noticia para Carlos Rayel e seus advogados: o crime de enriquecimento ilícito poderá ser incluído na legislação penal brasileira para punir servidores públicos que acumulem patrimônio em padrão incompatível com sua remuneração ou outras fontes lícitas de renda. Depois de intenso, a Comissão Especial de Juristas instituída pela Presidência do Senado para apresentar um anteprojeto de novo Código Penal decidiu tipificar o delito e sugerir a aplicação de pena de reclusão de um a cinco anos, além do confisco dos bens e valores. “É um momento histórico na luta contra a corrupção no Brasil: criminalizamos a conduta do funcionário público que enrique sem que se saiba como, aquele que entra pobre e sai rico. Agora temos um tipo penal esperando por ele”, comemorou ao fim da reunião o relator da comissão, procurador Luiz Carlos Gonçalves. Na opinião do relator, o país necessita da previsão do crime de enriquecimento ilícito para avançar no combate à corrupção com efetividade, atendendo um “clamor social”. Conforme disse, é uma forma de alcançar o servidor com patrimônio incompatível com o que ganha licitamente, quando o crime anterior – normalmente a corrupção – ficou de fora do alcance da lei. “A corrupção é um crime que acontece às escondidas, nos corredores mal iluminados. Quem compra um funcionário público e quem se deixa comprar não quer contar para ninguém. O que nos fizemos foi alcançar a conseqüência desta compra ilícita”, argumentou. Nos crimes contra administração, a legislação adota conceito abrangente de funcionário público. O conceito serve a pessoa que exerça qualquer cargo, emprego ou função pública, em qualquer nível ou Poder, inclusive para quem exerce atividade de forma temporária ou cargo eletivo. Laranja Como previsto pela comissão, a pena para enriquecimento ilícito ainda será aumentada, da metade do tempo até dois terços, quando o autor do crime usar nome de terceira pessoa para esconder os bens ou valores obtidos de forma criminosa. Ou seja, pegará pena maior quem usar o popular ‘laranja’ para ocultar patrimônio obtido de forma ilícita. No processo, o ônus da prova ou demonstração de incompatibilidade entre renda e patrimônio será da acusação e denúncia deverá ser feita via representação Ministério Público. Manter inalterado o ônus da prova foi ponto defendido por alguns debatedores como garantia para evitar acusações infundadas. A redação para definir o novo tipo também exigiu cuidadosa negociação, para evitar situações arbitrárias.
FONTE CENTRO OESTE POPULAR