Sem estrutura, pacientes são tratados sem respeito
Jornal
Correio/Marcio Camilo
No
Pronto-Socorro de Várzea Grande, uma das coisas que mais impressiona é a falta
de quartos e leitos para os pacientes. Uma cena em especial, que chocou os mais
desavisados que transitavam ontem pelos corredores da unidade hospital; uma
mulher estava internada no chão da unidade.
O que a separava do
piso duro e frio era apenas um colchão, que de tão fino mais parecia um
cobertor, tipo edredom. Ela estava deitada rente a uma parede, próxima da
entrada principal do pronto-socorro. A moça era medicada com soro. No rosto,
ela transmitia sensação de muita dor.
A cena da mulher
deitada no corredor, amparada apenas por um filete de colchão, se tornou um
tanto natural para enfermeiros e médicos, já acostumados com tanta precariedade
e falta de equipamentos para se fazer os procedimentos necessários.
Há três meses os
médicos do pronto-socorro reclamam da falta de infraestrutura. A precariedade
motivou o movimento grevista que prepara uma série de protestos neste mês. Uma
das principais reivindicações da categoria é a falta de medicamentos e
materiais, como gases, para os primeiros socorros. Os médicos também reclamam
de perdas salariais, que começaram no início deste ano.

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