20 de setembro de 2012

Mulher recebe atendimento no chão do Pronto-Socorro


Sem estrutura, pacientes são tratados sem respeito

Jornal Correio/Marcio Camilo

 No Pronto-Socorro de Várzea Grande, uma das coisas que mais impressiona é a falta de quartos e leitos para os pacientes. Uma cena em especial, que chocou os mais desavisados que transitavam ontem pelos corredores da unidade hospital; uma mulher estava internada no chão da unidade.
O que a separava do piso duro e frio era apenas um colchão, que de tão fino mais parecia um cobertor, tipo edredom. Ela estava deitada rente a uma parede, próxima da entrada principal do pronto-socorro. A moça era medicada com soro. No rosto, ela transmitia sensação de muita dor. 
A cena da mulher deitada no corredor, amparada apenas por um filete de colchão, se tornou um tanto natural para enfermeiros e médicos, já acostumados com tanta precariedade e falta de equipamentos para se fazer os procedimentos necessários.
Há três meses os médicos do pronto-socorro reclamam da falta de infraestrutura. A precariedade motivou o movimento grevista que prepara uma série de protestos neste mês. Uma das principais reivindicações da categoria é a falta de medicamentos e materiais, como gases, para os primeiros socorros. Os médicos também reclamam de perdas salariais, que começaram no início deste ano. 

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