17 de julho de 2012

Rodovias estaduais precisam de R$ 266 mi em investimentos

Redação 24 Horas News

Acidentes, mortes, perdas e prejuízos. O caos do setor rodoviário de Mato Grosso acaba de ser confirmado por um estudo realizado pelo Movimento Pró-Logística apresentado aos produtores rurais e entidades ligadas ao setor.

O projeto Corredores Estaduais do Agronegócio elegeu 120 trechos de rodovias estaduais que são fundamentais para o escoamento da produção de Mato Grosso. E os números são duros.

Mato Grosso precisa investir em pavimentação e recuperação algo em torno de R$ 266 milhões. Detalhe: até aqui, não existe esse dinheiro para tal - o que remete a acreditar que a situação pode ficar ainda pior. A conclusão do estudo foi foi pacífica. Todas as rodovias estaduais precisam de atenção do Governo, mesmo as que já estão pavimentadas.

O projeto levou em consideração as cadeias de produção da soja, milho, pecuária bovina, madeira e insumos agrícolas. Só nestes trechos são mais de dez mil quilômetros que precisam de investimentos.

O Movimento Pró-Logística afunilou ainda mais o estudo sobre os corredores do agronegócio e escolheu 21 trechos em todas as doze regiões do estado para que sejam a prioridade inicial dos investimentos.

Somente para estas rodovias, que totalizam 2.500 quilômetros, seria necessário um aporte de R$ 82 milhões do poder público estadual. "Este trabalho servirá como subsídio para o governo do estado saber onde deve investir verbas destinadas a estas melhorias", explicou o coordenador do Movimento, Edeon Vaz Ferreira.

Mato Grosso conta uma malha viária estadual de 25 mil quilômetros, mas deste universo somente 5,4 mil quilômetros estão pavimentados.

O alto custo do frete é uma das consequências da má conservação das estradas.

O produtor rural de Nova Xavantina Endrigo Dalcin explicou que este transporte fica muito caro. "Atualmente a maioria das estradas que temos como opção para escoamento é de terra. Assim,

os produtos que chegam até nós, como insumos, ficam mais caros e o que enviamos para fora da região também. Não conseguimos ser competitivos", disse.

"Não vemos o retorno do Fethab para as estradas", reclama o produtor rural de Querência Gilmar Dell"Osbell.

Segundo ele, quando as estradas estão ruins os próprios produtores precisam ajudar as prefeituras dos municípios da região a arrumá-las. "Pagamos duas vezes pela manutenção das estradas: quando recolhemos o Fethab e quando temos que investir na melhoria em épocas críticas", afirmou.

O Fundo Estadual de Transportes e Habitação (Fethab) recolhe um percentual sobre a produção agropecuária do estado para investimentos em rodovias.

Os municípios de Querência e Nova Xavantina estão na região Leste de Mato Grosso, a chamada nova fronteira agrícola.

Mas as estradas em condições desfavoráveis podem dificultar essa expansão. "É difícil trazer o calcário para esta região e este insumo é essencial para transformar a área de pastagem degradada em lavoura", explicou Dell"Osbell.

Movimento Pró-Logística - Entidades dos setores agropecuário, industrial, comercial e da sociedade civil organizada organizaram-se em torno do Movimento Pró-Logística para acompanhar todos os investimentos e projetos de logística previstos para Mato Grosso, além de buscar estudos técnicos que possam indicar a viabilidade de modais de transporte.

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