15 de junho de 2012

Entre "facadas", PMDB fica com vice de Mendes; com “mico”, PR busca o PSD

Izabela Andrade e Edilson Almeida
Redação 24 Horas News O PMDB vai mesmo indicar o candidato a vice de Mauro Mendes, do PSB, para eleição de outubro. Resta saber quem! Dentro da sigla, o militante Totó Parente, que já foi vereador e candidato a prefeito da cidade, tenta provar que é viável, mas sofre duras resistências. Sem a vice de Mendes, negociada por João Malheiros, os republicanos reagiram e abriram entendimentos com o PSD, de forma a apoiar a candidatura de Carlos Brito, ex-deputado estadual. O PDT, por sua vez, dialoga com o PSDB, de Guilherme Maluf. Síntese da história: há apunhaladas por todos os lados. Principal nome na sucessão de Chico Galindo, o empresário Mauro Mendes se transformou numa espécie de “objeto de cobiça” dos partidos políticos. Depois de duas eleições consecutivas, em que acabou não obtendo êxito, Mendes agora é a chamada “bola da vez”. As pesquisas dizem que ele tem uma “eleição certa”. Tanto para ser prefeito como para disputar o Governo do Estado em 2014. Em verdade, todas as articulações agora visam à sucessão estadual. Todos que se aproximaram de Mendes até o momento têm como certo uma coisa: o empresário vai disputar a sucessão de Silval Barbosa. A menos que, se eleito, em dois anos, seja um “desastre político”. É de se duvidar. Numa cidade caótica em quase todos os sentidos, apresentar uma rua sem buraco ou “calombo” já será grande feito administrativo – sem exagero. Portanto, Mendes passou a ser a primeira escolha de todos que desejam “receber” dois anos de Prefeitura. Essa discussão, no entanto, não faz parte do vocabulário oficial de nenhum político ou agremiação. Até aqui, a linguagem é um rebuscado de velhas tratativas políticas, do tipo “aliança por Cuiabá”, “afinidades políticas e ideológicas”, entre outros. A luta, no entanto, é por espaço. “Propomos formar uma aliança por Cuiabá e em conjunto decidir, por meio de critérios e conversas e negociações, quem serão indicados a disputa para prefeito, vice e outras composições” - ponderou Mendes, ao destacar que “Cuiabá está passando por um momento muito rico de oportunidades com a Copa de 2014 e não pode deixar de concretizá-las”. Discurso à parte, Mendes há tempos vem conversando com o PMDB de Silval Barbosa, inclusive com várias reuniões no período noturno no Palácio Paiaguás. As conversações começaram desde que o projeto do empresário João Dorileo Leal, dono do Grupo Gazeta de Comunicação, ficou fragilizado por falta de “combustível político”, qual seja, dialogo para atrair aliados. Lançado como nome a candidato do partido a prefeito, Dorileo acabou não saindo do lugar e imobilizou o PMDB. “Jogou a toalha” e se queixou de traição. Ao mesmo tempo em que conversava com o PMDB, Mendes também estimulava a aliança com o Partido da República do amigo pessoal, o senador Blairo Maggi. Com o partido meio à deriva e meio acéfalo, carente de pulso firme na condução das negociações, o deputado João Malheiros assumiu a frente e negociou o cargo de vice – o que consistiu na exclusão da candidatura do vereador Francisco Vuolo, um dos primeiros nomes a se lançar à disputa. Vuolo percebeu a manobra tarde: quando quis reagir, já era. Porém, com a entrada do PMDB no negócio, o PR está, até aqui, com o chamado “mico” na mão. Sem candidato a prefeito, partiu para negociar a mesma posição com o Partido Social Democrático, o PSD, com Carlos Brito a prefeito. Na rebarba, Brito espera mais “descontentes” com as negociações de outras siglas para ganhar musculatura política. O deputado José Riva, principal articulador da sigla, já percebeu que vai ser possível o PSD ter candidato próprio a prefeito de Cuiabá. “O partido está aberto para o diálogo, a candidatura do Carlos Brito está posta e é para valer. Entendemos que o nome possui viabilidade em função da sua história, atuação como vereador, presidente da Câmara Municipal, deputado estadual e secretário de Estado e do município - disse o parlamentar. Descontente com o nível de dialogo de Mendes com outros partidos, o senador Pedro Taques, principal expoente político do PDT, mostrou insatisfação e classificou o momento eleitoral como hora da “facada nas costas”. Taques é virtual candidato a governador em 2014 e tentava reeditar a aliança originária da ultima eleição, com PSB, PPS e PDT. Com isso, conseguiria “cercar” Mendes dentro da Prefeitura em 2014. Não conseguiu e abriu conversações com o PT de Lúdio Cabral, mesmo com a candidatura sendo patrocinada pelo grupo liderado por Carlos Abicalil, Saguas Moraes e Alexandre César; e com o PSDB de Guilherme Maluf, que, por sua vez, tenta atrair o PSD com uma vice, sem perder de vista o PTB – partido de Galindo, que não terá candidato, mas cobra efetiva participação nas discussões sobre a chapa. Dono da situação, Mendes declara: “Para que estas oportunidades se tornem realidade, é preciso que a Prefeitura de Cuiabá seja protagonista e não mera coadjuvante, como vem acontecendo. Por isso, envidamos esforços para reunir os partidos e criar as melhores condições para que isso ocorra” finaliza.

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